Projeto idealizado por Policarpo, de GCM com força de polícia e armada, é defendido por comentarista da CNN; assista
Apresentada por Romário Policarpo, em 2017, a iniciativa é pioneira no país e volta às discussões após o STF decidir pela constitucionalidade da criação de leis para que guardas municipais atuem em ações de segurança urbana

Projeto idealizado pelo presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo (PRD), que equipara a Guarda Civil Metropolitana às atribuições de polícia e alterava a denominação para Polícia Metropolitana de Goiânia, inclusive de usar armas nas operações, foi copiada por várias cidades do país e defendida pelo jornalista Caio Copolla em uma crítica ao vivo na CNN.
Apresentada por Romário Policarpo, em 2017, a iniciativa é pioneira no país e volta às discussões após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter decidido, no último dia 20 de fevereiro, pela constitucionalidade da criação de leis para que guardas municipais atuem em ações de segurança urbana. O texto apresentado originalmente previa a reclassificação da GCM para Polícia Municipal. Com a retomada das discussões sobre as mudanças, Policarpo apresentou substitutivo para que a nova denominação fosse Polícia Metropolitana. Veja reportagem completa aqui.
Com o tema, Armar a Guarda Municipal Fortalece a Segurança Pública?, o jornalista começa fazendo outros questionamentos:
“Vamos lá. Será que armar a Guarda Municipal fortalece a segurança pública? Será que construir muros altos afasta os assaltantes? Será que manter os criminosos presos reduz a criminalidade? Triste da sociedade que debate o óbvio”, começou Copolla.
Na explanação, Copolla apresentou diversas reportagens que mostram levantamentos, com índices pesquisados, que a Guarda com força de polícia, que aguarda armada, impacta diretamente da Segurança Pública.
“Jornal Folha de São Paulo, janeiro de 2019: “Cidade com guarda armada reduz mais homicídios, aponta estudo. Em municípios mais violentos, onde o efeito é mais forte, taxa por 100 mil habitantes caiu até 63%”. Segue a reportagem. “Cidades que armaram suas guardas municipais apresentaram queda acentuada na taxa de homicídios e agressões na comparação com municípios similares que não usam armas. Em 10 anos, com a adoção das armas, houve queda de 44% na taxa de homicídios por 100 mil habitantes no grupo das cidades brasileiras com mais violência. O efeito foi ainda maior aqui, no estado de São Paulo, queda de 63%”.
O jornalista analisou que esses números equivalem a 31 assassinatos a menos por ano para cada 100 mil habitantes.
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Em seguida, Copolla fez críticas às políticas do presidente Lula (PT) e da esquerda brasileira que, apesar de terem conhecimento desses números, insistem em caminhar na contramão do “óbvio” e trabalhar para desarmar os guardas, que estão nas ruas para defender a sociedade e enfrentar criminosos, esses, sim, com certeza armados.
Em dezembro de 2024, a Gazeta do Povo destacou que Lula queria limitar o uso de armas por policiais e vincular verbas federais a novas normas.
“Gente, eu tô chocado. Quer dizer então que armar os profissionais de segurança pública reduz o número de mortes violentas na sociedade? E a gente sabe disso com certeza absoluta desde 2019? Caramba, viu? Alguém tem que contar isso pra esquerda brasileira urgentemente. Eu acho que o Lula entendeu tudo errado. A gente acabou de ver na matéria aqui da Folha que armar as guardas salvou dezenas de milhares de vidas ao longo dos últimos anos”, ironizou.

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