Projeto de Lei quer acabar com a pensão socioafetiva e divide opiniões no país; entenda
Proposta visa extinguir a obrigação de adultos que criaram filhos de forma socioafetiva de pagar pensão

Uma proposta em análise no Congresso Nacional está gerando grande polêmica ao propor o fim da pensão socioafetiva no Brasil. Este tipo de pensão é atualmente pago por adultos que assumiram o papel de pai ou mãe na criação de uma criança ou adolescente, mesmo não possuindo vínculo biológico. O assunto divide opiniões entre juristas e defensores dos direitos da família.
Atualmente, a Justiça brasileira reconhece que a figura de pai ou mãe não é definida apenas pelo laço de sangue. Ao assumir o papel de responsável, com carinho, cuidados e acompanhamento diário, o adulto cria uma paternidade socioafetiva, que acarreta obrigações legais, como o pagamento de pensão alimentícia em caso de separação.
Caso a lei seja alterada, a mudança pode gerar impactos significativos em famílias onde a relação de afeto e responsabilidade foi construída ao longo de muitos anos, afetando diretamente a segurança financeira dos filhos.
Por essa razão, especialistas em direito de família alertam que o Congresso deve ter cautela. Qualquer alteração na legislação precisa, em primeiro lugar, proteger os direitos e o bem-estar da criança e do adolescente, que não podem ser prejudicados por questões que envolvem apenas os adultos.
A proposta segue em fase de análise no Congresso, podendo ser alterada ou receber emendas antes de ser votada.

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