Procuradora que atacou Caiado já reclamou de salário: “Só dá pras vaidades”
Carla Fleury é a mesma procuradora que, em 2023, reclamou durante uma sessão do Ministério Público de Goiás do salário de R$ 37,5 mil, justificando a necessidade de aumento

Ouvidora do Ministério Público de Goiás, procuradora Carla Fleury de Souza, já velha conhecida por protagonizar manchetes polêmicas por suas atuações e falas a respeito do próprio Ministério Público, volta a procurar atenção da mídia a intervir nas discussões entre o Governo de Goiás e à colega, promotora Leila Maria de Oliveira, que teve a competência questionada após emitir recomendações sobre a gestão de obras de infraestrutura no Estado.
Carla Fleury propôs moção de apoio à promotora Leila Maria de Oliveira, alegando que a colega foi "humilhada na sua intimidade" e que todo o órgão foi "afrontado" pelas falas do governador e do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda.
No entanto, Carla Fleury é a mesma procuradora que, em 2023, reclamou durante uma sessão do Ministério Público de Goiás do salário de R$ 37,5 mil, justificando a necessidade de aumento e que esse valor era apenas para suas “vaidades”, como brincos, pulseiras e sapatos.
Ela direcionou a crítica à falta de reajustes nos salários de funcionários públicos, alegando que o valor que ganhava pelo trabalho era insuficiente para viver dignamente. Ela só não levou em consideração que o seu vencimento a colocava entre o 1% das pessoas mais ricas do país.
A procuradora se gabou que "graças a Deus, o marido é independente" e completou dizendo ter "dó" dos promotores que estão iniciando a carreira e têm filhos na escola "porque hoje o custo de vida é muito caro". Souza ainda pediu desculpas por ter "se exaltado", mas a declaração foi "de coração" e "quem fala de coração, fala a verdade".
“Eu não mantenho a minha casa. O meu dinheiro é só para eu fazer as minhas vaidades, graças a Deus. Só para os meus brincos, pulseiras e meus sapatos”, declarou a procuradora.
À época, as falas de Carla Fleury ganharam manchete na mídia nacional e foi entendida como “deboche” aos milhões de brasileiros que vivem, muitos deles, com menos de um salário mínimo por mês, e ainda assim conseguem manter suas casas, criar seus filhos e terem uma vida digna sem reclamar.
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Embate entre Governo de Goiás e promotora Leila Maria de Oliveira
O embate do governo com Leila começou há dez dias, quando Caiado criticou a atuação da promotora contra o modelo adotado pelo governo de contratação de entidade privada para tocar obras de infraestrutura no Estado, com recursos da taxa do agro. De lá para cá, houve divulgação de seis notas, fora a moção de repúdio aprovada nesta segunda.
Outros cinco procuradores manifestaram apoio à moção, aprovada por unanimidade. O procurador-geral de Justiça, Cyro Terra Peres, já havia divulgado nota de esclarecimento na última sexta-feira (20), em resposta à entrevista de Rafael Arruda, mas houve críticas internamente de que Leila não foi citada no documento.

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