Procurador avisa que Comissão Mista vai ter que votar LDO de novo
Kowalsky Ribeiro explica que a deliberação ocorreu após Mabel (UB) ter protocolado um pedido formal de retirada do texto, o qual não foi atendido antes da votação, e terminou aprovado com 12 emendas

A Câmara Municipal de Goiânia protagonizou um novo episódio de impasse político, entre os vereadores e o Executivo, nesta segunda-feira (29), durante a controversa votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O procurador-geral da Câmara, Kowalsky Ribeiro, explica que a Comissão Mista necessitará refazer a votação do projeto. Segundo Ribeiro, a deliberação ocorreu após o prefeito Sandro Mabel (UB) ter protocolado um pedido formal de retirada do texto, o qual não foi atendido antes da votação.
O pedido do prefeito Mabel chegou à Câmara antes do início da contagem de votos, mas foi ignorado. Cabo Senna (PR), presidente da Comissão Mista, recebeu o documento enquanto ainda contabilizava a votação dos vereadores. Para Kowalsky, isso reforça que o protocolo no Legislativo prevalece, mas a retirada, ainda que válida, não interrompe os prazos vigentes estabelecidos pela Lei Orgânica de Goiânia, que estabelece a aprovação da LDO até o dia 30 de setembro, ou seja, até esta terça-feira.
Entenda o Caso
A tensão entre o Poder Legislativo e o Executivo ganhou novo fôlego com o embate sobre a LDO. Apesar do pedido do Executivo para retirada do projeto de pauta ter sido formalizado, a Comissão Mista, liderada por Cabo Senna, prosseguiu com a avaliação e aceitou o relatório de Lucas Vergílio, que continha 12 emendas dos parlamentares.
"Ficou claro, pelo horário e pelo protocolo, que o autor do projeto retirou-o antes da votação ou de qualquer deliberação", frisou Kowalsky em sua análise. Ele destaca que o movimento da Prefeitura não só interrompeu o processo deliberativo como exigirá nova tramitação, visto que as adequações propostas pelo Executivo têm de ser incorporadas.
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A base aliada do prefeito reagiu negativamente à aprovação, destacando que o pedido de retirada não foi respeitado. Mabel classificou a votação como inválida por falta de publicação do relatório e pela ausência de quórum adequado, além de considerar o processo apressado.
A divergência na condução desse processo pode exacerbar as divisões políticas presentes no relacionamento entre o Legislativo e o Executivo de Goiânia. O novo desenrolar dos acontecimentos será acompanhado de perto dentro e fora da Câmara, dada a importância da LDO para o planejamento orçamentário do próximo ano.

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