O procurador e presidente do Cidadania em Goiás, Iure Castro, publicou um vídeo nas redes sociais em que faz críticas ao deputado federal e pré-candidato ao Senado Gustavo Gayer (PL), citando investigações que envolvem empresas ligadas ao parlamentar. No vídeo, Iure menciona informações atribuídas à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República sobre suposto uso irregular de recursos públicos e de servidores vinculados ao gabinete do deputado.
De acordo com Iure, que também é pré-candidato ao Senado Federal, Gayer criou uma empresa chamada Desfaz o L. Conforme apuração do procurador, a investigação apura se secretários parlamentares ligados ao gabinete de Gustavo Gayer teriam atuado na empresa enquanto recebiam salários pagos com verba pública.
“Sabe o que a Polícia Federal diz? Que ele estava utilizando secretários parlamentares, funcionários públicos do gabinete dele como empregados na empresa Desfaz o L. Não recebiam salários da loja dele, recebiam salários públicos, pagos com o nosso dinheiro”, declarou.
O presidente do Cidadania também afirmou que despesas relacionadas ao aluguel da empresa estariam sendo investigadas. “Além disso, o aluguel da loja Desfaz o L, do Gayer, era, segundo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, pago também com dinheiro público, dinheiro da cota parlamentar”, disse.
Investigações
As declarações ocorrem em meio às investigações que apuram um suposto esquema de desvio de verbas parlamentares por meio de empresas ligadas ao deputado federal. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a Polícia Federal investiga movimentações financeiras relacionadas a empresas citadas nos relatórios da operação.
Entre elas está a Desfaz o L, mencionada em documentos da investigação como uma das empresas analisadas pela PF. Os investigadores apuram se recursos provenientes de emendas parlamentares teriam sido movimentados por meio dessas empresas.
Durante a operação, Gustavo Gayer foi alvo de mandado de busca e apreensão. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes completos sobre os contratos e movimentações financeiras investigadas.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado federal Gustavo Gayer para pedir um posicionamento, mas até a última atualização dessa reportagem, não havia recebido resposta. O espaço segue aberto.