Prisão temporária vence e ex-presidente da Goinfra e outros quatro deixam cadeia
Os acusados foram presos pela Polícia Civil por suspeita de irregularidades em contrato entre a Goinfra e uma empresa do Distrito Federal. O prejuízo estimado é de pelo menos R$ 10 milhões.

O ex-presidente da Goinfra (Agência Goiana de Obras Públicas), Lucas Vissotto, e outros quatro investigados na operação "Obra Simulada" foram soltos neste fim de semana. Eles estavam presos temporariamente, mas o prazo da prisão acabou.
Os cinco foram detidos na semana passada por suspeita de irregularidades em um contrato entre a Goinfra e uma empresa do Distrito Federal. A empresa teria recebido pagamentos sem realizar as obras. O prejuízo estimado é de pelo menos R$ 10 milhões.
Além de Lucas Vissotto, também foram soltos: Thiago Karim Bucker, ex-diretor de gestão integrada da Goinfra; Vitor Andrezane Bercot, ex-gerente da Goinfra; Gabriel Tertuliano, ex-gerente da Goinfra; Adriano Mendes Ribeiro, ex-diretor de manutenção da Goinfra.
Conforme a Polícia Civil, a soltura ocorreu porque o prazo da prisão temporária, que é de cinco dias, terminou e não houve necessidade de prorrogar, já que todos foram interrogados.
Entenda a Operação "Obra Simulada"
A operação investiga uma fraude milionária em um contrato de mais de R$ 27 milhões entre a Goinfra e a Prime Construções, empresa do Distrito Federal.
O contrato era para manutenção de 26 prédios públicos em 2023 e 2024, incluindo a sede da Goinfra e o Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
As investigações apontam que pagamentos foram feitos mesmo sem a execução das obras. Entre os casos estão o aeródromo de Alto Paraíso e o posto policial da GO-020.
Outro lado
Todos os acusados negam as acusações. O Governo do Estado afirmou que apoiou as investigações e que não tolera desvio de recursos públicos.

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