Pressão popular tem colocado até vereadores da base contra Rogério Cruz
Moradores da Capital abriram petição online para pedir intervenção do MP contra o aumento do imposto e têm cobrado os parlamentares municipais que aprovaram o reajuste

Os moradores de Goiânia definitivamente não “engoliram” o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que segundo os próprios cidadãos, teve aumento abusivo em 2022, com relatos de casos de o valor ter dobrado para alguns contribuintes, tem pressionado não apenas o prefeito Rogério Cruz (Republicanos), mas também os vereadores que votaram a favor do “Novo Código de Tributação”, em setembro de 2021, que autorizou o novo cálculo.
A pressão social tem feito os vereadores, até mesmo os aliados, cobrarem uma “medida” do prefeito que solucione o “problema”.
Os moradores da Capital realizam uma petição online, aberta na quinta-feira (27), que até esta segunda-feira (31) contava com quase 17 mil assinaturas, direcionada ao Procurador Geral de Justiça do Ministério Público de Goiás (MPGO), Aylton Flávio Vechi, com pedido de intervenção por meio de processo que que proíba o reajuste do imposto.
O Ministério Público respondeu já se manifestou, por meio de nota, e informou que existe uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questiona as mudanças no cálculo do imposto na Capital e, consequentemente, os reajustes.
No entanto, os cidadãos não pararam apenas na “petição” e têm cobrado dos vereadores que votaram a favor do projeto do Executivo e “autorizaram” o reajuste. A pressão tem feito os parlamentares municipais, até mesmo os da base do prefeito, jogarem a responsabilidade para o Executivo e dizerem que foram “enganados” pela proposta, que garantia que os valores não teriam reajustes significativos.
No entanto, com a liberação dos boletos de pagamento do IPTU, os moradores “tomaram um susto” e reagiram ao valor do imposto cobrando explicações da prefeitura e dos vereadores.
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Os parlamentares Leandro Sena, líder do partido do prefeito na Câmara, e Ronilson Reis (Podemos), Edgar Duarte (PMB), Paulo da Farmácia (PTC) e Pastor Wilson (PMB), todos votaram a favor do projeto do Novo Código de Tributação, chegaram a marcar uma entrevista coletiva, onde anunciariam medidas para combater o que chamavam de “cálculo enganoso do IPTU”, porém, a coletiva foi desmarcada.
No chamamento para a coletiva, os vereadores jogaram a responsabilidade para o secretário de Governo, Arthur Bernardes, que à época da votação defendeu o projeto.
“É que os vereadores votaram o projeto do novo Código Tributário que foi enviado pelo Executivo e defendido pelo secretário de Governo, Arthur Bernardes, porém os cálculos e o impacto aposentados eram outros”, afirma o comunicado dos vereadores.
O projeto afirmava que os reajustes impactariam numa parcele bem pequena da população, não ultrapassaria aumento de 45% mais o índice da inflação, que para este cálculo seria de 10,74%, mas o que aconteceu de fato foram que mais da metade de Goiânia tiveram grandes reajustes.

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