Presidentes de Câmaras estão na mira de prefeitos goianos
A campanha eleitoral de 24 ainda não começou nas ruas, mas segue intensamente nos corredores dos Poderes Municipais recheadas de retaliações e "freio" nos chefes dos Poderes Legislativo.

Briga nos bastidores e ataques diretos colocaram pelo menos três vereadores, presidentes de Câmaras Municipais, na mira de prefeitos, que vão tentar reeleição em 24, por serem candidatos naturais a disputar suas respectivas prefeituras.
Na região metropolitana, a confusão está armada em três cidades: Senador Canedo, Aparecida de Goiânia e na própria Capital.
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Presidente da Câmara de Senador Canedo está no cargo sob liminar. Com a força da máquina, Pellozo tenta derrubá-lo na Justiça com manobras políticas.
Em Canedo, os ataques entre o presidente da Câmara de Vereadores, Carpegiane Silvestre (UB), e o prefeito Fernando Pellozo (PSD) foram parar na Justiça.
Carpegiane segue no cargo sob judice, mas seu futuro é incerto.
A revolta de Pellozo ocorreu devido à forte oposição do atual presidente da Câmara à sua gestão. Além disso, Carpegiane é forte candidato a prefeito, o que pode atrapalhar os planos do atual gestor, desgastado e com a popularidade em “queda-livre” devido a problemas na Saúde, Infraestrutura e Educação.
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Um caso parecido, mas menos intenso, ocorre em Aparecida de Goiânia. Possível candidato à prefeitura e opositor à gestão Vilmar Mariano (Mais Brasil), o presidente da Câmara, André Fortaleza (MDB), entrou para a lista de pessoas não gratas no Executivo.
Devido às críticas de Fortaleza, o prefeito reuniu sua base aliada para buscar alternativas e “frear” o atual presidente da Câmara.
Primeiro, os vereadores governistas apresentaram um projeto para diminuir os poderes do chefe do Legislativo, garantindo mais independência sobre os gabinetes, como igualar o número de assessores, livre nomeação e exoneração. Tudo isso sem passar pela aprovação da Mesa.
Jhonney Macena
Prefeito Vilmar Mariano e ao fundo o presidente da Câmara André Fortaleza.
Outra investida do Paço sobre Fortaleza foi o projeto enviado dentro da Lei Orçamentária Anual (LOA), que prevê a devolução de R$ 9 milhões economizados pela Câmara nos últimos dois anos. O repasse do valor vai paralisar as obras do novo prédio do Legislativo.
Como resposta, André Fortaleza arquivou projeto de reforma administrativa e "embaraçou" os planos do prefeito em abrir mais espaço na máquina para partidos aliados visando às próximas eleições.
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Os “desencontros” entre os chefes de poderes também chegaram a Goiânia. Aqui, na Capital, as críticas de Romário Policarpo (Mais Brasil) afirmando que assessores de Rogério Cruz (Republicanos) “mais fofocam do que trabalham”, além de outros “apontamentos fortes”, não tem agradado o prefeito e parte da base de vereadores reagiu.
O Democracia Cristã (DC) entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) para tentar derrubar a reeleição do presidente da Câmara de Goiânia, Policarpo. No pedido, o partido pontua que o terceiro mandato consecutivo do presidente da Casa afronta às Constituições Federal e Estadual.
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Romário Policarpo, presidente da Câmara de Goiânia, e o prefeito Rogério Cruz ensaiam rompimento.
Apesar da reação, outros vereadores tentam colocar “panos quentes” afirmando não haver “briga” entre Cruz e Policarpo e que tudo “segue bem”.
Um presidente do Legislativo disse nos bastidores que “em Goiás, presidentes de Câmaras estão proibidos de fazerem oposição aos prefeitos. E se fizerem são derrubados do cargo”.

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