Presidente proíbe deputado Major de andar armado na Alego: "Sem concessão"
Durante a sessão dessa quarta, o deputado alegou que, por ter "limitações físicas", não aceita ser "chamado para os tapas" e que usaria a arma em legítima defesa caso alguém "triscasse a mão" nele

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), foi taxativo e negou, nessa quarta-feira (12), o pedido do deputado Major Araújo (PL) para entrar armado nas sessões plenárias. Clique aqui e veja o vídeo
"Não será aberta concessão", disse Bruno, cortando qualquer chance de o parlamentar carregar sua pistola no coldre durante o trabalho.
A tentativa do Major Araújo de andar armado no plenário veio após o quebra-pau da última semana com o colega Amauri Ribeiro (PL). Araújo alegou que, por ter "limitações físicas", não aceita ser "chamado para os tapas" e que usaria a arma em legítima defesa caso alguém "triscasse a mão" nele. Ele chegou a chamar o adversário de "vagabundo" e afirmou que a Assembleia não estava garantindo a segurança dos deputados.
No entanto, o presidente reforçou que o regimento interno é claro ao proibir armas no plenário, seja por civis ou militares. Peixoto destacou que a Casa já conta com a Polícia Legislativa e a Polícia Militar para garantir a ordem. Além da proibição, a presidência e o Conselho de Ética já se movimentam para punir tanto Araújo quanto Amauri Ribeiro pela confusão que forçou o encerramento antecipado das sessões.
O clima de tensão na terça-feira foi agravado pela presença do coronel Edson Raiado na galeria, sentando-se estrategicamente atrás de Major Araújo. Mesmo sendo militar, Raiado e seus acompanhantes também foram obrigados a deixar as armas na secretaria da Assembleia antes de entrar. Para o comando da Casa, a regra é uma só: no plenário, o único embate permitido é o de palavras; armas ficam do lado de fora.

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