Presidente da Comurg tem pai e sogro como servidores e CEI questiona pagamentos que passam de R$ 25 mil
Alison Borges explica que o pai é servidor de carreira há 42 anos e o sogro já ocupava cargo de diretor desde antes de ser presidente. Sobre os salários, o depoente diz que são benefícios como de todos os outros funcionários

Comissão Especial de Inquérito (CEI), instalada na Câmara de Goiânia para investigar diversas denúncias contra a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), recebeu o presidente da companhia, Alisson Silva Borges.
Entre os questionamentos, os vereadores quiseram “entender” sobre a relação do pai e do sogro do presidente dentro da empresa e os “supersalários” que recebem. Os vencimentos em fevereiro passaram dos R$ 25 mil.
No final da sessão, o presidente da comissão, vereador Ronilson Reis (PMB) apontou “nepotismo por afinidade” e destacou que o fato é mais imoral do que ilegal.
Edimar Ferreira da Silva, que atua como Diretor de Urbanismo da Comurg, Sogro do presidente da Companhia, Alisson Borges, recebeu em fevereiro R$ 28.694,34, sendo R$ 24.067,34 por gratificação por “cargo de confiança” e outra gratificação incorporada.
A questão, questionada pela comissão, é de que no Portal da Transparência, Edimar é cadastrado como Trabalhador de Limpeza Urbana, admitido em setembro de 2006 com salário base de R$ 1.485,68, mas o valor recebido é absurdamente maior.
Alisson tem ainda o pai, Albertino Simão Borges, nomeado na Comurg na função de Assistente Administrativo Ele é servidor de carreira admitido em 1983, há quase 40 anos. Em fevereiro, o servidor recebeu salário de R$ 26.824,51, mas o salário base correspondente à função é de R$ 4.112,99. A diferença está nas gratificações incorporada ao vencimento, que passam de R$ 18 mil.
“O pai exerce um cargo, com função de gratificação, que é uma gerência. Ainda que o sogro seja funcionário de carreira, mas ele [Alisson] é presidente da Comurg, então eu vejo situação de ‘nepotismo por afinidade´. Não é totalmente ilegal, mas é imoral”, apontou o vereador Ronilson Reis (PMB), presidente da CEI.
Alisson Borges defendeu que o pai é servidor de carreira da Comurg há 42 anos e teve direito aos mesmos benefícios dos demais funcionários. Sobre o sogro, o presidente rebate que, quando assumiu a presidência da companhia, Edimar Ferreira já era diretor.
“Meu pai construiu sua vida, sua carreira na empresa durante esses 42 anos, trabalhou e teve benefícios assim como outros servidores também tiveram, incorporações salariais, várias situações. O diretor Edimar, que é o meu sogro, quando eu assumi a presidência da empresa ele já estava como diretor, não fui eu quem nomeou”, rebateu Alisson Borges.
Os vereadores ainda questionaram o fato de o pai, Albertino Simão, já estar aposentado e ainda trabalhando na empresa. Alisson respondeu que o pai está na mesma situação de outros 300 funcionários, aposentados e ainda executando função na companhia e não foram exonerados por falta de recurso para o acerto.
“A partir de 2009 tem o entendimento do STF que a partir de 2019 os aposentados devem ser demitidos. Para eu demitir esses aposentados tenho que pagá-los. Uma empresa que está deficitária não tem condições de pagar aos servidores os valores do acerto”, explicou o presidente, que ainda acrescentou que está em vias de lançar um programa de rescisão de acordo incentivado para os servidores que tenham interesse de se desligarem da empresa se manifestem.

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás

Pedro Sales desiste de candidatura a deputado federal em Goiás
Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.












