Prefeitura intervém e afasta OS após caos na Maternidade Célia Câmara
Sem comprovar médicos e insumos, entidade perde gestão do Hospital Célia Câmara; unidade passa a ser administrada por outra organização

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia suspendeu preventivamente o contrato com a Sociedade Beneficente São José (SBSJ), responsável pelo Hospital e Maternidade Célia Câmara, após falhas no atendimento e falta de comprovação de médicos e insumos. A decisão foi tomada após reunião de urgência realizada nesta quarta-feira (1º).
A medida ocorre em meio a denúncias e notificações sobre problemas no funcionamento da unidade. Segundo a pasta, o principal objetivo era garantir o restabelecimento imediato dos atendimentos médicos, o que não foi comprovado pela organização social.
Durante a reunião, a secretaria cobrou da SBSJ documentos que atestassem o preenchimento das escalas médicas e a regularização dos estoques de medicamentos e insumos. No entanto, de acordo com a própria SMS, nenhuma dessas comprovações foi apresentada.
Equipes técnicas que acompanharam a situação presencialmente confirmaram que os serviços não haviam sido totalmente normalizados, reforçando a decisão de afastar a entidade da gestão.
Com isso, a administração do Hospital e Maternidade Célia Câmara passa, de forma provisória, para o Instituto Patris. A escolha, segundo a secretaria, se deu pelo fato de a entidade já gerir uma unidade com perfil semelhante, o Hospital e Maternidade Dona Íris, considerado de desempenho satisfatório desde agosto de 2025.
Em nota, a SMS fez questão de destacar que os repasses financeiros às maternidades municipais estão em dia e que outras unidades seguem funcionando normalmente. É o caso das maternidades Dona Íris e Nascer Cidadão, que continuam prestando os serviços previstos.
A troca emergencial expõe mais um capítulo de instabilidade na rede municipal de saúde e levanta dúvidas sobre a fiscalização dos contratos com organizações sociais na capital.

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