Prefeitura entrega colchonetes em Cmei onde crianças dormiam no chão, afasta gestores e abre PAD
Secretário de Educação, Rodrigo Caldas afirma que a Escola Municipal Frei Nazareno Confaloni iniciou o ano letivo com mais de R$ 400 mil na conta, suficiente para suprir todas as necessidades dos alunos

Após denúnicias no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e até mesmo à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), prefeitura de Goiânia se defende das acusações de mal planejamento de volta às aulas e de descumprimento dos diretos da criança, após flagra de estudantes dormindo no chão de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), e destaca que Goiânia se preparou para volta às aulas e enviou no fim do ano passado mais de R$ 9 milhões em dezembro de 2023 para que as escolas pudessem se organizar para receber os estudantes neste início de ano.
A prefeitura acrescentou que com o envio antecipado de recursos, a Secretaria Municipal de Educação (SME) apura a falta de colchonetes em uma unidade da Capital com abertura de processo administrativo disciplinar, que pode acabar com a exoneração da diretora responsável pela unidade de educação.
Além de abrir procedimento para apurar o fato ocorrido na Escola Municipal Frei Nazareno Confaloni, o município enviou, nesta quarta-feira (24), colchonetes para a unidade de ensino. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Educação de Goiânia, Rodrigo Caldas, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (25) no Paço Municipal.
O gestor destacou que a falha ocorreu pontualmente em apenas uma das 378 unidades educacionais do município e que, em virtude das medidas adotadas pela SME para investigar a falta de aquisição de colchonetes, o grupo gestor da escola foi afastado até a conclusão das apurações.
“Em dezembro do ano passado, encaminhamos mais se R$ 9 milhões para as escolas se organizarem para o início do ano letivo. Por esse motivo, abrimos um processo administrativo disciplinar para investigar o ocorrido”, disse o secretário, ao mencionar que a unidade em questão iniciou o ano letivo com um saldo de R$ 473 mil em conta, recurso suficiente para adquirir todos os itens necessários para a volta às aulas.
Os recursos foram destinados a todas as unidades de ensino pelo município, de forma sistemática, descentralizada e antecipada.
“Ao longo do ano, o município transfere uma série de recursos para garantir o bom funcionamento das escolas da rede. Os repasses são descentralizados justamente para que os materiais possam ser adquiridos pelas próprias unidades de forma rápida”, explicou Rodrigo Caldas.
De acordo com o secretário, a Escola Municipal Frei Nazareno Confaloni atendia até o ano passado em período parcial. Para 2024, a gestão município ampliou o atendimento da unidade, que passou a ser em tempo integral.
“Essa transição tem o objetivo de garantir um atendimento de qualidade aos estudantes, por isso falhas não serão admitidas”, ressaltou.
Além de apurar com rigor a situação da escola, a SME Goiânia determinou a realização de um levantamento para verificar o uso de todos os materiais essenciais para o funcionamento das unidades que integram a rede municipal de ensino.

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