Prefeitura em Goiás gasta R$ 100 mil com marketing e redes sociais; MP apura e pede "explicação"
Promotoria apura suspeitas de fracionamento de despesas, dispensa irregular de licitação, possível promoção pessoal e falhas no Portal da Transparência; prefeitura ainda não apresentou resposta conclusiva

O Ministério Público de Goiás (MPGO) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Silvânia com empresas responsáveis pela produção de material de marketing, publicidade institucional e gestão das redes sociais do município. A apuração é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca e mira contratos que, juntos, somam quase R$ 100 mil em empenhos realizados ao longo de 2025.
O inquérito civil público foi instaurado pelo promotor de Justiça Dr. Leandro Koiti Murata após denúncias encaminhadas ao órgão ministerial relatarem possíveis inconsistências em contratações feitas pelo Executivo municipal. As suspeitas envolvem desde fracionamento de despesas até possível uso irregular da publicidade institucional.
Segundo informações divulgadas pelo Jornal Estradão, uma das linhas de investigação envolve contratos celebrados com a empresa Studio W Agência de Marketing Ltda. Conforme a portaria expedida pelo MPGO, os empenhos sob análise chegam a cerca de R$ 96 mil.
A Promotoria investiga possíveis indícios de fracionamento de despesas, contratação por dispensa de licitação, inconsistências no Portal da Transparência, irregularidades na execução contratual e também a legalidade de termos aditivos firmados durante a vigência dos contratos.
Outra frente aberta pelo Ministério Público apura a dispensa de licitação nº 89/2025 e o Contrato nº 42/2025, firmado entre a Prefeitura de Silvânia e a empresa Hanna Moreira de Abreu Oliveira / Agência Izzy – Marketing e Estúdio Criativo Ltda.
De acordo com a Assessoria de Comunicação do MPGO, a investigação busca esclarecer qual foi a justificativa para a contratação direta e se houve eventual inadequação da hipótese de dispensa de licitação. O órgão também apura possível desvio de finalidade, eventual promoção pessoal de agentes públicos, publicidade institucional irregular e possível dano ao erário.
Ainda segundo o Ministério Público, a Prefeitura de Silvânia solicitou prazo para prestar esclarecimentos sobre os contratos investigados. Porém, até a instauração formal do inquérito civil público, não havia apresentado resposta conclusiva à Promotoria.
Durante a investigação, o MPGO requisitou cópias de contratos, notas fiscais, ordens de pagamento e outros documentos relacionados às contratações. Até o momento, não existe decisão judicial nem condenação contra os envolvidos, e o caso segue em fase de apuração.

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