Prefeitura de Goiânia quer estender decretos de calamidade até fim do ano
"A cidade deve R$ 4 bilhões. Estamos fazendo milagre para manter os serviços básicos", afirmou o prefeito em entrevista.

A Prefeitura de Goiânia solicitou à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) a prorrogação por mais seis meses dos decretos de calamidade pública nas áreas da Fazenda e da Saúde, além do decreto de calamidade financeira. Os pedidos já estão em análise pelos deputados estaduais.
Segundo o prefeito Sandro Mabel (UB), a extensão dos decretos é necessária diante da grave situação fiscal do município. A folha de pagamento da prefeitura já ultrapassa em 52% o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, sinal de alerta sobre o alto comprometimento das contas com servidores públicos.
Outro argumento apresentado pela gestão é o acúmulo de dívidas herdadas da gestão Rogério Cruz.
"A cidade deve R$ 4 bilhões. Estamos fazendo milagre para manter os serviços básicos", afirmou Mabel em entrevista.
Ele ressaltou que, apesar dos esforços para manter a cidade funcionando, a crise financeira permanece: “Estamos em situação de calamidade, tanto na saúde quanto nas finanças.”
Na Assembleia, o decreto de calamidade na saúde já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça. Já referente à Fazenda teve pedido de vista feito pelo deputado Antônio Gomide (PT), que deve devolver o relatório na próxima semana para votação em plenário.

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