Prefeitura de Goiânia finaliza reajuste dos professores com aumento acima da inflação
Secretário da Fazenda admite que reajuste do piso do magistério já passou por análise técnica e está em negociação; servidores ameaçam cruzar os braços a partir do dia 12

A ameaça de greve dos servidores da educação municipal de Goiânia já chegou oficialmente ao núcleo econômico da Prefeitura. Em meio à pressão da categoria e ao indicativo de paralisação marcado para começar no próximo dia 12, o secretário da Fazenda, Oldair Marinho da Fonseca, afirmou que o reajuste do piso salarial dos professores está em fase final de negociação antes de seguir para a Câmara Municipal.
O secretário revelou que os estudos sobre o impacto financeiro começaram ainda em abril e que a proposta já passou pela análise técnica da pasta. Segundo ele, a administração municipal trabalha nos últimos ajustes da mensagem que será encaminhada aos vereadores. Até meados de abril o processo passou por reajuste do piso. A Secretaria da Fazenda fez o cálculo do impacto e agora esse processo está terminando para ser encaminhado para aprovação na Câmara.
De acordo com Oldair, o texto elaborado pela Prefeitura acompanha a atualização do piso nacional do magistério definida pelo governo federal e prevê um percentual acima da inflação acumulada pelo IPCA em 2025. Apesar disso, ele disse não se lembrar do índice exato que será aplicado.
“Está dentro daquilo que era esperado. E um pouco acima do IPCA de 2025. O projeto já está na fase de elaboração da mensagem que será enviada para a Câmara”, declarou.
As declarações acontecem justamente no momento em que cresce a insatisfação entre os profissionais da educação da capital. Em assembleia, os servidores aprovaram um indicativo de greve e ameaçam interromper as atividades nas escolas municipais caso não haja avanço nas negociações com a Prefeitura.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o pagamento integral do piso nacional do magistério, recomposição salarial, valorização da carreira e melhores condições de trabalho. Os trabalhadores também reclamam da demora nas tratativas e cobram uma posição definitiva da gestão municipal.
Mesmo diante da possibilidade de paralisação, o secretário afirmou acreditar que ainda há espaço para entendimento entre o sindicato e a administração.
“O sindicato colocou essa situação, apesar de todo o diálogo que está acontecendo. Vamos ver se há possibilidade de ampliar ainda mais essa negociação. Acho que isso é importante para toda a sociedade. O caminho é conversar e dialogar”, disse.
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