Prefeitura anuncia repasse extra de R$ 62 milhões para escolas e CMEIs de Goiânia
Verba do PAFIE começa a ser repassada em janeiro e vai bancar reformas de insfraestrutura na rede municipal

A Prefeitura de Goiânia anunciou a liberação de R$ 62 milhões em verba extra para escolas e CMEIs da capital. O dinheiro, do Programa de Autonomia da Instituição Educacional (Pafie), começa a ser depositado a partir do dia 5 de janeiro e deve chegar a todas as unidades ainda na primeira quinzena.
Ao todo, 380 unidades educacionais serão atendidas, impactando cerca de 115 mil alunos da rede municipal. Cada escola vai receber valores entre R$ 80 mil e R$ 270 mil, de acordo com a necessidade de cada instituição.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, o foco é garantir que as escolas estejam prontas para o próximo ano letivo. “Esse recurso é para reformas estruturais e melhorias gerais, para deixar as escolas preparadas e mais bonitas para o início das aulas”, afirmou. Ele destacou que a verba é extra. “Normalmente repassamos quatro parcelas por ano. Esse é um recurso adicional, do Pafie de 2025, para que as escolas cheguem melhores em 2026”.
Os investimentos somam outras ações já realizadas ao longo deste ano, como a construção de 55 novas salas de aula, melhorias em 47 CMEIs e a entrega de 1.470 lousas eletrônicas e 15 mil tablets. Segundo o prefeito, agora o foco está na parte estrutural. “Nós já avançamos na parte tecnológica e agora estamos investindo forte na estrutura”, afirmou.
A secretária de Educação, Giselle Pereira, explicou que a distribuição do dinheiro mudou após alteração na legislação. “Nós temos escolas muito diferentes entre si, algumas com mais de 70 anos. Por isso, o repasse deixou de ser apenas pelo número de alunos e passou a considerar a real necessidade de cada unidade”, afirmou.
Parte do investimento tem foco direto na educação infantil, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade social. “Não ter vaga em CMEI é uma exclusão social muito grande. Cada sala construída impacta cerca de 20 mães que precisam trabalhar e deixam seus filhos em segurança”, destacou a secretária. Segundo ela, a construção das novas salas deve beneficiar cerca de 1.200 crianças.
Para Giselle, o investimento em tecnologia também reduz desigualdades. “A escola pública precisa oferecer as mesmas condições que a particular. As lousas digitais e os tablets colocam nossos alunos em igualdade de aprendizado, é um ensino para a nova era.”
A prefeitura informou que os recursos são do Tesouro Municipal, arrecadados por meio de impostos como IPTU, ISS e ICMS, e fazem parte de uma política de modernização da rede municipal de ensino. A gestão também anunciou a ampliação de escolas em tempo integral a partir de 2026, com atividades esportivas e culturais.

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