Prefeitura acusa empresa de radares de cobrar valor maior que devido e promete resolver impasse
A Eliseu Kopp Ltda. cobra dívida atrasada que ultrapassa R$ 5,4 milhões

A Prefeitura de Goiânia disse ao G5News, por meio de nota, que o pagamento à empresa Eliseu Kopp Ltda., responsável pelos equipamentos de radares em Goiânia, no montante de R$ 5,4 milhões não foi feito por divergência contratuais.
Segundo o Paço, a Eliseu emitiu duas notas de serviços sem observar a contramedição do fiscal do contrato, o que causou impasse no procedimento de quitação, já que o valor emitido era maior que o devido.
“Sendo assim a Secretaria Municipal de Mobilidade (SMM)/Prefeitura de Goiânia ficou impedida se realizar os pagamentos”, afirmou.
A SMM destacou ainda que a substituição das notas fiscais foi recusada pela empresa.
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“O impasse foi acompanhado e orientado pelos órgãos de controle. No entanto, a SMM reuniu esforços em busca de uma solução juntamente com a empresa contratada, e até a próxima semana”, declarou.
Procurada pela reportagem, a Eliseu Kopp resumiu em afirmar que está em negociação com a prefeitura para a regularização do contrato e retomada dos serviços.
“Não temos datas definidas até o presente momento.”
Pagamentos atrasados
Apesar da alegação, não é de hoje que a Prefeitura de Goiânia atrasa os pagamentos da empresa.
O contrato foi assinado em 2017, anterior a gestão de Rogério Cruz, e ocorria com regularidade. Segundo o documento, a prefeitura tem obrigação de quitar os valores 30 dias após o vencimento, o que não tem ocorrido.
O contrato tem valor global de R$ 61,4 milhões, porém, apenas R$ 29,4 milhões foram pagos e R$ 21 milhões quitados.
No fim do ano passado, a empresa desmentiu a informação da Prefeitura de que os equipamentos de fiscalização foram momentaneamente desligados por “problemas contratuais e diligências que geraram atraso no pagamento da empresa prestadora do serviço”.
A Eliseu Koop veio a público para explicar que a gestão Rogério Cruz mentia para esconder que usou o dinheiro das multas aplicadas em motoristas para outros fins e não quitou os débitos juntos a empresa.

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