Prefeito é acusado de ameaçar demitir servidores que não apoiarem Flávio Bolsonaro; veja
Outros registros também apontariam que Fernando Bermuda utiliza grupos de mensagens para defender a administração municipal e pedir apoio a candidatos aliados.

Cerca de 922 servidores da Prefeitura de Campestre do Maranhão, no sul do estado, podem ser afetados por uma disputa política envolvendo a eleição presidencial deste ano. O prefeito da cidade, Fernando Bermuda (PSB), é acusado de ameaçar demitir funcionários municipais que não declararem apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
As ameaças teriam sido feitas em mensagens enviadas pelo prefeito em grupos e canais de comunicação, além de relatos de servidores municipais. O conteúdo foi divulgado pelo portal Metrópoles, que afirma ter tido acesso aos registros.
Em uma mensagem enviada no dia 4 de agosto, durante a divulgação de um culto realizado pela prefeitura para marcar o início das atividades do segundo semestre de 2026, Fernando Bermuda teria condicionado a permanência dos servidores no cargo ao apoio ao candidato do PL.
“Vamos ao culto hoje na Assembleia de Deus. Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula, após a eleição, tá na rua”, teria escrito o prefeito.
Além das mensagens, também circula no município uma música criada com inteligência artificial que faz referência ao apoio político e associa a permanência no serviço público ao voto em Flávio Bolsonaro. Um dos trechos diz: “Já vou avisar, quem não apoiar o Flávio, já pode arrumar a mala e ir pra obra”.
Um servidor da Secretaria Municipal de Educação, que pediu anonimato por medo de represálias, afirmou que as supostas ameaças seriam uma prática recorrente. Segundo ele, funcionários se sentem pressionados a seguir as orientações políticas do prefeito.
“Ele sempre foi assim, só fala com os funcionários na base da ameaça e da ignorância. Todos têm que fazer só as vontades dele. Se não fizer, é perseguido”, relatou.
Outros registros também apontariam que Fernando Bermuda utiliza grupos de mensagens para defender a administração municipal e pedir apoio a candidatos aliados.
As declarações atribuídas ao prefeito podem gerar questionamentos jurídicos, já que servidores públicos não podem ser pressionados ou punidos por suas escolhas políticas. O caso deverá ser analisado pelos órgãos competentes.

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