Prefeito de Aporé dá emprego para 13 parentes no Executivo e entra na mira do MP
Entre os "servidores" do prefeito estavam mãe, pai, esposa, cunhado, sogro, tios e sobrinhos, além de empregar familiares de vereadores

O prefeito de Aporé (455 km de Goiânia), Renato Sirotto de Carvalho (PSB), está na mira do Ministério Público de Goiás (MPGO) por se recusar a exonerar a mãe, o pai, o irmão, a esposa e o cunhado, de cargos públicos na prefeitura do município, que tem apenas quatro mil habitantes, na divisa com Mato Grosso do Sul (MS). Inquérito Civil instaurado pelo MP apura a prática do crime de nepotismo.
A investigação começou em 2019 com a apuração inicial de mais de 20 servidores que teriam grau de parentesco, tanto com o prefeito, quanto com vereadores da cidade (Confira no final do texto). Contudo, não configura nepotismo ter nomes ligados a parlamentares, bem como parentesco até o 3º grau entre a autoridade nomeante e o servidor, não alcançando a relação entre primos, sogros e até tios, em certos casos. Além disso, alguns nomes apontados pelo MP foram exonerados no decorrer da investigação.
Recusa de exoneração
Apesar de alguns nomes terem deixado a prefeitura, o promotor de Justiça, Francisco Borges Milanez, aponta que Renato Sirotto de Carvalho se recusou a exonerar parentes mais próximos, mesmo após determinação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
“Em resposta datada de 08/02/2022, o prefeito afirmou que a Recomendação não seria acatada e que o Acórdão do TCM/GO seria objeto de Recurso de Revisão, alegando que não houve descumprimento da Súmula Vinculante n. 13 do STF”, escreveu o magistrado.
O nepotismo é o favorecimento de parentes com a concessão de emprego no serviço público sem o crivo do concurso, por exemplo.
Renato não quis exonerar seu pai, Gilberto José de Carvalho (Secretário Municipal de Administração e Planejamento); a mãe, Adriana Aparecida Sirotto Carvalho (Secretária Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Lazer); Rafael Sirotto Carvalho (Secretário Municipal de Finanças); além de Júlia Tomás Rezende (esposa do Prefeito) e Selson Ribeiro de Queiroz (cunhado do Prefeito). Ambos seguem na administração pública.
O G5 News tentou contato com a Prefeitura de Aporé para buscar um posicionamento, mas as ligações não foram atendidas. O espaço continua aberto. Confira os nomes de servidores que, inicialmente, foram investigados pelo Ministério Público de Goiás:
Gilberto José de Carvalho (pai do Prefeito); Adriana Aparecida Sirotto Carvalho (mãe do Prefeito); Monique Sirotto Carvalho (irmã do Prefeito e esposa do atual Presidente da Câmara Municipal de Aporé); Roberta Cristina da Silva (tia do Prefeito); Célia Aparecida Oliveira de Carvalho (tia do Prefeito); Ivanilda Freitas (tia do Prefeito); Lucas Carvalho (primo do Prefeito); Leonardo Carvalho (Primo do Prefeito); Murilo Carvalho (primo do Prefeito); Valdeir Rezende (sogro do Prefeito).
Além desses, Gercino Tomaz Duarte (tio da esposa do prefeito); Rosângela Tomaz Duarte (sogra do Prefeito); Rafael Sirotto Carvalho (irmão do Prefeito); Genivaldo Aparecido Martins de Souza (enteado do Vereador Valdiney de Souza); Levi Lizieiro (irmão do Vereador Valdecir Quintino); Dayany Raphaela Barbosa Lizieiro (sobrinha do Vereador Valdecir Quintino); Danielsy Lizieiro (sobrinha do Vereador Valdecir Quintino); João Borges de Queiroz (sogro do Vereador Luismar João dos Santos); Claudia Lorrany Guimarães Ribeiro (esposa do irmão do Prefeito) e Adão Alves dos Santos (tio do Presidente da Câmara Municipal).

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