Prefeito afasta presidente e diretoria da Comurg; secretários alvos da operação seguem no cargo - VEJA VÍDEO
Prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), em entrevista coletiva nesta quarta-feira (20), anunciou que determinou o afastamento do presidente da Comurg, Alisson Borges, da diretoria e outros servidores da empresa alvos da Operação Endrôminas

Prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), em entrevista coletiva nesta quarta-feira (20), anunciou que determinou o afastamento do presidente da Comurg, Alisson Borges, da diretoria e outros servidores da empresa alvos da Operação Endrôminas, deflagrada pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) e investiga fraude em licitações e contratos.
“Ele deve dar a sua resposta à sociedade, mas como gestor público e majoritário da empresa, determinei que o conselho da empresa, de acordo com o estatuto, se reúna para que possamos tomar as devidas providências cabíveis em relação à diretoria executiva da empresa”, esclareceu.
Além da diretoria, os demais servidores da Comurg envolvidos no processo também serão afastados.
Sobre a operação deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (20), o prefeito ressaltou que recebeu com tranquilidade as notícias e que as providências serão tomadas de acordo com os desdobramentos do inquérito.
Cruz destacou reafirmar sua colaboração com as investigações no âmbito da Operação Endrôminas, destacou que sua administração é pautada na transparência e é a maior interessada no esclarecimento de eventuais crimes que lesam a administração e a população.
“A Prefeitura de Goiânia recebeu com tranquilidade e transparência a ação da Polícia Civil, tanto aqui no Paço Municipal, quanto nos órgãos fora do Paço. E as atitudes serão tomadas de acordo com o inquérito e apontamento da Polícia Civil”, afirmou o gestor, ao reiterar que a Polícia Civil tem o apoio irrestrito da administração.
Sobre os demais servidores alvos da operação, como o de Infraestrutura, Denis Pereira, e o da AMMA, Lucas Alves, entre outros, o prefeito não determinou o afastamento e disse que aguarda mais informações sobre o envolvimento deles para tomar providências cabíveis.
“Vamos tomar todas as providências cabíveis assim que recebermos o inquérito final e a decisão da Polícia Civil em nossas mãos. É importante lembrar que nenhum valor foi encontrado em órgão público. E aquilo que foi encontrado, cada um, como pessoa física, deverá dar os esclarecimentos e tomar suas providências cabíveis”, pontuou o prefeito.
Em resposta aos questionamentos da imprensa, o gestor confirmou que os contratos licitatórios seguem o que estabelece a Lei de Licitações, e que muitas dessas empresas já prestam serviço à Prefeitura há mais de duas décadas. Assim como todos os procedimentos de tramitação de processo de licitação, são acompanhados pela Controladoria-Geral do Município (CGM).
Rogério Cruz destacou ainda que nenhum valor apreendido, quase meio milhão de reais, foi encontrado nas dependências da prefeitura ou em algum órgão público, mas sim em endereços de pessoas físicas e que esses deverão responder pelos seus atos.
“É preciso frisar que a Prefeitura não é alvo de investigação, são nomes de pessoas físicas que prestam serviço à Prefeitura. Nenhum valor ou objeto de valor foi encontrado em órgão da Prefeitura, em repartição pública”, reforçou o prefeito.
Em nota emitida nesta manhã, a Prefeitura esclareceu que contribui com o acesso das equipes policiais aos locais visitados para a coleta de equipamentos ou documentos, e que reúne informações sobre o objeto das investigações para prestar todos os esclarecimentos com transparência.

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