Prefeita fala que sofre perseguição da Câmara por ser mulher
Prefeita e procurador jurídico convocaram coletiva nesta segunda-feira (6) para apresentar certidões de regularidade fiscal.

A prefeita de Iporá, Maysa Cunha, convocou a imprensa na tarde desta segunda-feira (6) para se pronunciar sobre o pedido de impeachment protocolado contra sua gestão. Durante a coletiva, ela classificou a ação como “violência política” e afirmou que a administração municipal atua com transparência.
A prefeita esteve acompanhada do procurador jurídico do município, Vitor Hugo, que apresentou documentos para rebater as acusações. Segundo ele, certidões negativas de débito comprovam a regularidade fiscal da prefeitura junto a credores, como o Ipasgo.
Em sua fala, Maysa Cunha disse que o processo é “indevido” e destacou que se trata de um ataque político. “É uma violência política contra a primeira prefeita mulher na história de Iporá”, afirmou. Ela também questionou a legalidade do pedido, alegando falta de embasamento jurídico.
A prefeita reforçou que todas as ações da gestão estão disponíveis para consulta pública. “Todo o nosso trabalho está no portal da transparência. Só não teve conhecimento quem não teve a curiosidade de acessar”, disse.
Já o procurador afirmou que o pedido de impeachment tem motivação exclusivamente política. Segundo ele, não há provas de irregularidades como desvio de recursos ou crimes de responsabilidade previstos no Decreto-Lei 201.
A defesa também levantou suspeitas sobre a elaboração da denúncia. De acordo com Vitor Hugo, o documento apresenta “contradições, erros técnicos e falhas conceituais”, o que, segundo ele, pode indicar o uso de ferramentas de inteligência artificial sem a devida revisão.
Sobre as questões financeiras citadas no pedido, a equipe jurídica afirmou que eventuais dificuldades são resultado de pendências herdadas da gestão anterior.
O pedido de impeachment segue em tramitação e deve ser analisado pela Câmara Municipal de Iporá.

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