Possível federação do União Brasil, PP e Republicanos deve mexer com tabuleiro político em Goiás
Se confirmada a aliança entre os três partidos, em Goiás, a federação teria 140 prefeitos, ou seja, comandaria mais da metade dos municípios e teria maior bancada na Câmara federal

Enquanto os partidos se organizam nos municípios para as eleições de prefeito e vereadores, nos bastidores da política em Brasília, a possibilidade de uma federação entre os partidos Progressistas (PP), União Brasil e Republicanos vem ganhando força e pode se firmar ainda em 2024, causando um impacto significativo no cenário político local.
Se essa união for concretizada, resultará em uma super-aliança nacional com 150 deputados federais e 17 senadores, tornando-se o maior partido do Congresso Nacional. Além disso, o fundo eleitoral também aumentaria consideravelmente.
As conversas estão “evoluindo”, mas ainda existem entraves regionais que precisam ser resolvidos. A federação exige que os partidos permaneçam quatro anos juntos, com um único presidente de representações regionais e candidaturas únicas.
Essa união de partidos de centro, com perfil mais conservador, poderia se tornar o maior bloco político da história do país. No entanto, é importante destacar que o avanço das conversas ainda enfrenta resistências nos diretórios estaduais, onde há divergências sobre a união dos três partidos. Quando federados, eles precisariam votar em conjunto nas votações e chegar a consensos sobre candidatos nas eleições, sejam municipais ou nacionais.
Para ilustrar, em Goiás, a federação teria 140 prefeitos, ou seja, comandaria mais da metade dos municípios: 104 do União Brasil, 30 do Progressistas e seis do Republicanos. Na Assembleia Legislativa, a federação contaria com 12 deputados, sendo sete do União Brasil, três do Progressistas e dois do Republicanos.
Na Câmara Federal, a bancada goiana teria cinco parlamentares da federação, sendo 2 do UB, dois do PP e um do Republicanos.
Caso a decisão seja chancelada ainda este ano, todo o cenário montado até o momento deve ser mexido, e ocorrerão certamente ruídos políticos, principalmente nos municípios que já organizam suas chapas.

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