Pollara diz que deveria ter dito "nunca" a convite de Cruz para comandar Saúde de Goiânia
Pollara destacou que R$ 1,5 bilhão foram aplicados na saúde municipal. Comissão quer prestação detalhada e avisa que vai acionar a Justiça

Durante uma sessão de prestação de contas na Câmara Municipal de Goiânia, o Secretário Municipal de Saúde, Wilson Pollara, expressou sua frustração com a situação crítica da saúde pública na capital. Em um desabafo, Pollara afirmou que deveria ter recusado o convite para assumir o cargo, que inicialmente seria apenas de consultor.
“Quando cheguei aqui, o prefeito me chamou para fazer uma consultoria, não para ser secretário. Aliás, hoje eu acho que devia ter ficado só na consultoria… Ele falou para mim, o senhor consegue corrigir isso? E eu disse que sim. Ele estendeu a mão e perguntou quando eu viria. Eu devia ter tirado a mão e falado nunca”, relata Pollara.
Pollara destacou que, apesar de R$ 1,5 bilhão terem sido aplicados na saúde municipal, problemas persistem, como dívidas com maternidades, hospitais e médicos, além de uma crise no SAMU e falta de insumos básicos. Ele revelou que a prefeitura destinou mais de 24% do orçamento para a saúde, acima do mínimo constitucional de 15%. No entanto, grande parte desse recurso foi consumido pela folha de pagamento, que representa cerca de 17%.
“O governo faz um esforço e nós chegamos a 24%, mas só o pagamento dos servidores já consome uma parte significativa”, explicou Pollara. Ele também mencionou a tentativa fracassada de estadualizar a maternidade Célia Câmara por falta de apoio político.
A vereadora Kátia Maria (PT), presidente da Comissão de Saúde, criticou a falta de clareza na aplicação dos recursos.
“Eles precisam demonstrar onde foi aplicado 24% da receita do município, pois não encontramos esse recurso nas unidades”, afirmou. A vereadora destacou a falta de insumos básicos em unidades de saúde e a necessidade de medidas rigorosas para garantir a eficácia do uso dos recursos.
A dívida acumulada pela prefeitura com prestadores de serviços é alarmante, com o Hospital Araújo Jorge devendo mais de R$ 40 milhões e as maternidades com um déficit de R$ 86 milhões. A situação está levando à restrição de atendimentos em diversas unidades, agravando a capacidade de atendimento do SUS na cidade.
Pollara mencionou que, embora alguns pagamentos tenham sido realizados recentemente, não será possível quitar todas as dívidas até o final de sua gestão.
“O fundo de saúde, que é da nossa administração, vai estar zerado. Nós não vamos estar devendo nada para ninguém”, garantiu.
A Comissão de Saúde está encaminhando relatórios detalhados ao Ministério Público e ao Conselho Regional para que tomem providências. Kátia Maria também sugeriu a possibilidade de acionar a Justiça para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos pela Secretaria de Saúde.
A situação crítica da saúde em Goiânia continua a ser um desafio significativo, com a necessidade urgente de planejamento e gestão eficaz para sanar dívidas e melhorar os serviços prestados à população.

Única senadora eleita por Goiás, Lúcia Vânia declara apoio à Gracinha Caiado; assista
Ex-senadora ressalta trajetória de Gracinha e afirma que a candidatura representa uma oportunidade para o Estado e para os goianos

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás













