Policarpo contrário à CEI da LimpaGyn: "Existem outras ferramentas mais eficientes"
O presidente relembrou uma denúncia anterior que culminou na criação da CEI da Comurg, a qual ele mesmo iniciou, mas não assinou o requerimento por objeções ao instrumento

Em meio a debates intensos na Câmara Municipal de Goiânia, o presidente da casa, Romário Policarpo, destaca-se por sua postura contrária à instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o contrato entre a prefeitura da capital e a empresa de limpeza urbana LimpaGyn. Em pronunciamento recente, Policarpo reafirmou suas reservas em relação à efetividade desse instrumento investigativo.
"Eu particularmente já disse por outras vezes aqui que sou o contrário da CEI. Acho que existem outras ferramentas e mecanismos que geralmente têm mais eficiência", declarou Policarpo, enfatizando sua preferência por métodos alternativos de supervisão. "Sempre que apresentei denúncias aqui, inclusive, as fiz pessoalmente e não as utilizei do instrumento da CEI", completou.
Policarpo relembrou uma denúncia anterior que culminou na criação da CEI da Comurg, a qual ele mesmo iniciou, mas não assinou o requerimento por objeções ao instrumento.
"A CEI é um instrumento que existe para ajudar a Câmara na sua fiscalização. Então, se existe chantagem, ou outro tipo de conversa que não seja a resolução do problema apresentado pela CEI, eu particularmente desconheço e não quero participar dessa conversa", afirmou em tom categórico sobre as especulações nos bastidores de que vereadores querem "mais espaço" na gestão Mabel.
Sobre os prazos para o início efetivo dos trabalhos da comissão, Policarpo explicou que a decisão está nas mãos dos vereadores que propuseram a CEI.
"Conversei com os vereadores hoje. Existe o grupo dos vereadores que apresentaram a CEI e deixei na mão deles a decisão de quando será feita a publicação", elucidou.
Romário destacou ainda que não vê a iniciativa como uma forma de "chantagem" por mais espaço no Executivo, reforçando o papel fiscalizador da Câmara.
"A Câmara tem o seu papel de fiscalização, a Câmara tem o seu papel de investigação daquilo que ela entende que está equivocado", concluiu o presidente.
A expectativa é que até quinta-feira, dia 27, a questão dos membros da CEI seja solucionada, definindo assim os próximos passos deste que promete ser um dos principais desafios políticos da gestão atual. Tudo depende agora do grupo que apresentou a proposta, em um cenário onde o clima na Câmara se mostra tenso, porém decidido a seguir as normas regimentais.

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