Policarpo articula volta dos ambulantes e destrava comércio no entorno da Serrinha; assista
Após impasse que suspendeu as vendas no entorno do estádio, acordo articulado por Policarpo com a prefeitura prevê retorno dos ambulantes, espaços delimitados, banheiros químicos e organização do fluxo de pessoas

O comércio ambulante no entorno do Estádio da Serrinha, no Setor Bela Vista, deve voltar a funcionar nos dias de partidas após uma articulação conduzida pelo presidente da Câmara de Goiânia, vereador Romário Policarpo (Cidadania), junto à Prefeitura. A medida busca encerrar o impasse que havia interrompido as vendas na região e garantir espaço para trabalhadores, torcedores e moradores.
As providências foram definidas na última sexta-feira (22), durante uma vistoria realizada por Policarpo ao lado do secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, nas imediações do estádio. A proposta acertada com a gestão municipal prevê a criação de pontos fixos para os ambulantes, organização urbana e melhorias na infraestrutura para os dias de jogos.
Segundo Policarpo, a negociação com o prefeito Sandro Mabel abriu caminho para o retorno dos trabalhadores ao entorno da arena.
“Conversamos com o prefeito Sandro Mabel, que vai autorizar o retorno dos vendedores, em via com espaço suficiente para garantir o pré-jogo e o pós-jogo, e garantir também que as pessoas que vivem da venda de produtos em dias de partida voltem a trabalhar”, afirmou.
Pelo acordo, a Rua S-5 será utilizada para concentrar os ambulantes, com áreas delimitadas pela Prefeitura para a comercialização dos produtos. A administração municipal também prevê a instalação de banheiros químicos, medida apontada como necessária para organizar o uso do espaço e reduzir impactos na região.
A venda de produtos no entorno da Serrinha havia sido suspensa após discussões sobre a falta de um local previamente definido para os comerciantes e os reflexos da atividade na rotina urbana e no sossego dos moradores.
Policarpo destacou que a proposta tenta equilibrar os interesses dos trabalhadores, dos torcedores e da população que vive perto do estádio.
O modelo adotado para a Serrinha segue uma experiência já aplicada no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), do Vila Nova, no Setor Leste Universitário. Na ocasião, também com articulação do presidente da Câmara, a Prefeitura implantou uma rua do lazer no acesso ao estádio para acomodar o comércio ambulante e organizar o fluxo nos dias de jogos.
“No OBA, as medidas mantiveram as atividades dos trabalhadores, o fluxo de veículos e a cultura do pré-jogo e do pós-jogo”, ressaltou Policarpo.
O vereador também argumenta que a proibição das vendas, especialmente de alimentos, afeta não apenas os ambulantes, mas o ambiente dos jogos e até a arrecadação dos clubes.
“Os torcedores gostam de aproveitar os momentos anteriores e posteriores dos jogos. Esses momentos são parte fundamental da cultura do futebol, em Goiânia e em todo o país”, disse.
Segundo ele, cabe ao poder público criar condições para que o comércio continue funcionando sem comprometer a tranquilidade dos moradores do entorno dos estádios.

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