PL pode "desintegrar" em Goiás após eleições e "bomba" explodir no colo de Wilder Morais
O desempenho fraco dos candidatos é colocado na conta do senador, presidente do partido em Goiás, pelo pouco envolvimento nas campanhas, já que segundo os próprios candidatos, Wilder prefere ficar em Brasília e Angra dos Reis

Apesar d força do bolsonarismo em Goiás, o PL pode “desintegrar” no estado nas eleições deste ano, 2024, pelo menos é o que demonstra pesquisas e o que avalia especialistas políticos em relação ao desempenho dos candidatos liberais nas principais cidades goianas, o que vai, certamente, comprometer as intenções políticas para 2026.
A culpa, certamente, vai cair no colo do presidente da sigla no estado, senador Wilder Morais, apontado pelo pouco envolvimento nas campanhas e ainda pela dificuldade de acesso dos candidatos ao dinheiro do fundo eleitoral.
Em Goiânia, com Fred Rodrigues cabeça de chapa, o candidato aparece em quarto lugar. Um desempenho considerado “medíocre” se levado em consideração a força do bolsonarismo, a constante presença de Bolsonaro no estado e, inclusive, pedindo voto para “seu candidato”.
Fred supera apenas o prefeito Rogério Cruz, completamente desgastado por uma gestão considerada “ruim” e, consequentemente, o mais rejeitado pelo eleitorado goianiense. E Matheus Ribeiro, do PSDB, pupilo de Perillo.
Em Aparecida de Goiânia, o Alcides Ribeiro teve uma largada muito boa, ainda segue liderndo pesquisas, porém, estagnado nos números, parece ter chegado no teto de eleitores e desde então apenas assiste seu principal opositor , Leandro Vilela (MDB) avançar e ficar cada vez mais próximo. Últimas pesquisas divulgadas já apontam uma virada no cenário eleitoral com o emedebista liderando, é o que se espera dos próximos levantamentos.
Ainda segundo fontes de dentro da campanha de Alcides, o candidato estaria completamente insatisfeito e fazendo críticas ao senador Wilder Morais, que estaria ficando mais em Brasília e Angra dos Reis do que em Goiás, se envolvendo nas campanhas, já que é o presidente do partido.
O cenário é um pouco diferente em Anápolis, o candidato do PL, Márcio Correa, tem crescido muito e deve levar a eleição no segundo turno contra o candidato do PT, Antônio Gomide. Porém, nesse caso, é o candidato que tem dado força ao partido, já que Márcio já era muito forte antes mesmo de se filiar ao PL, ou seja, vencendo, não deverá nada ao partido ou ao bolsonarismo.
Em Rio Verde, Lissauer Vieira (PL) aparece em segundo lugar, mas segundo analistas políticos, com poucas chances de se aproximar do candidato do MDB, o médico Wellington Carrijo.
O ex-deputado estadual também estaria reclamando de Wilder Morais, tanto pela falta de comprometimento com sua campanha como também pelo fato de o dinheiro do Fundo Eleitoral do PL não estar chegando para o investimento da campanha.
Se confirmar o que as pesquisas mostram, segundo analistas ouvidos, os projetos do PL para campanha de 2026 ficarão completamente comprometidos, já que não tem como alavancar campanha e se tornar competitivo sem uma base forte para sustentar nos municípios do interior e, principalmente, nas maiores cidades do estado.

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