PL e PT vão abocanhar R$ 1,5 bilhão dos quase R$ 5 bi do fundão eleitoral
Juntos, PL e PT ficarão com cerca de 30% de todo o dinheiro público destinado às campanhas. PL lidera a lista com R$ 881,7 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615,4 milhões

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a divisão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições gerais de 2026, e os números mostram uma concentração bilionária de recursos nas maiores siglas do país. Juntos, Partido Liberal (PL) e Partido dos Trabalhadores (PT) vão receber aproximadamente R$ 1,497 bilhão em dinheiro público para financiar campanhas eleitorais no próximo ano.
O valor representa pouco mais de 30% dos R$ 4,96 bilhões que serão distribuídos entre 30 partidos aptos a receber os recursos do chamado Fundão Eleitoral. O PL ficará com a maior fatia, recebendo R$ 881,7 milhões. Na sequência aparece o PT, com R$ 615,4 milhões.
Logo atrás estão União Brasil, com R$ 526,2 milhões; PSD, com R$ 421 milhões; PP, com R$ 417,1 milhões; MDB, com R$ 400 milhões; e Republicanos, com R$ 348,6 milhões. Somente PL, PT e União Brasil concentrarão mais de 40% de todo o Fundo Eleitoral destinado às campanhas de 2026.
A publicação dos valores atende às regras da legislação eleitoral, que determina a divulgação da divisão dos recursos após o repasse da dotação orçamentária à Justiça Eleitoral.
Criado em 2017, o Fundo Eleitoral surgiu após a proibição das doações empresariais para campanhas políticas e se consolidou como a principal fonte de financiamento das disputas eleitorais no Brasil. O dinheiro é proveniente do Orçamento da União e serve para custear as campanhas dos candidatos aos cargos em disputa.
A distribuição dos recursos segue critérios definidos pela Lei das Eleições e leva em consideração o desempenho e a representatividade dos partidos no Congresso Nacional. Do total disponível, 2% são divididos igualmente entre todas as legendas registradas no TSE. Outros 35% são distribuídos conforme a votação obtida pelos partidos na última eleição para a Câmara dos Deputados.
A maior parcela do fundo, correspondente a 48%, é calculada com base no número de deputados federais eleitos por cada sigla. Já os 15% restantes levam em conta a representação partidária no Senado Federal.
Apesar da definição dos valores, os recursos ainda não serão liberados imediatamente. Antes de receber o dinheiro, cada partido deverá aprovar regras internas para definir como o montante será distribuído entre seus candidatos.
A tarefa cabe às comissões executivas nacionais das legendas, que precisam formalizar os critérios e encaminhá-los ao TSE junto com a documentação exigida. Somente após essa etapa a Justiça Eleitoral autoriza a transferência dos recursos para uma conta específica do diretório nacional do partido.
A legislação também exige transparência na distribuição do dinheiro, obrigando os partidos a divulgar amplamente os critérios adotados. O TSE acompanha ainda o cumprimento das cotas mínimas destinadas às candidaturas de mulheres e de pessoas negras.
Confira os maiores beneficiados pelo Fundo Eleitoral de 2026:
• PL – R$ 881,7 milhões
• PT – R$ 615,4 milhões
• União Brasil – R$ 526,2 milhões
• PSD – R$ 421 milhões
• PP – R$ 417,1 milhões
• MDB – R$ 400 milhões
• Republicanos – R$ 348,6 milhões
• Podemos – R$ 246 milhões
• PDT – R$ 169,3 milhões
• PSB – R$ 152,3 milhões
Na outra ponta da lista, Agir, DC, Democrata, Missão, Mobiliza, PCB, PCO, PRTB, PSTU e UP receberão R$ 3,3 milhões cada.

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