PL da Dosimetria: Veja como cada deputado goiano votou para "derrubar" pena de Bolsonaro
Câmara aprovou a redução de penas para condenados pelos ataques de 8 de Janeiro e aprovou por 291 a 148 votos

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (10) o Projeto de Lei da Dosimetria (PL 2.162/23), que altera o Código Penal para reduzir as penas de crimes contra o Estado Democrático de Direito. A votação polêmica, que pode beneficiar diretamente os condenados pelos atos de 8 de Janeiro e, sobretudo, o ex-presidente Jair Bolsonaro, teve o apoio maciço da bancada goiana. A votação em Plenário terminou com 291 votos a favor do projeto e 148 contra, marcando uma dura derrota para a base do governo Lula. Em Goiás, o resultado da votação seguiu a tendência de apoio da oposição.
Apoiadores de Bolsonaro, como a deputada Silvye Alves (União Brasil), Magda Mofatto (PRD) e Professor Alcides (PL), votaram a favor do texto.
Os Votos de Goiás
A maioria absoluta dos deputados de Goiás com voto registrado optou pelo "SIM" à redução de penas. O voto polêmico, defendido como "correção" pelo relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pode reduzir a pena máxima potencial de Jair Bolsonaro de 27 anos para cerca de 2 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, conforme cálculo de aliados.
Votaram a favor do PL da Dosimetria (SIM):
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Silvye Alves (União Brasil)
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Magda Mofatto (PRD)
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Professor Alcides (PL)
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Célio Silveira (MDB)
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Daniel Agrobom (PL)
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Dr. Ismael Alexand (PSD)
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Dr.Zacharias Calil (União Brasil)
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Flávia Morais (PDT)
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Glaustin da Fokus (Podemos)
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Gustavo Gayer (PL)
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Jeferson Rodrigues (Republicanos)
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Lêda Borges (PSDB)
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Marussa Boldrin (MDB)
Votou contra o projeto (NÃO):
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Rubens Otoni (PT)
Os votos dos deputados Adriano do Baldy (PP-GO), Del. Adriana A. (PT-GO) e José Nelto (União-GO) não foram detalhados na lista oficial fornecida.
Próximos Passos e a Polêmica do "Perdão"
A matéria segue agora para análise e votação no Senado Federal. A articulação do Centrão e da oposição para aprovar o texto, que a base governista chama de "anistia branca", impôs uma clara derrota ao Palácio do Planalto. Mesmo partidos que possuem ministérios no governo Lula, como MDB e PSD, tiveram deputados votando em peso a favor da proposta.
Se a lei for aprovada e sancionada, ela terá efeito retroativo, podendo beneficiar os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, além de impactar processos futuros. O principal ponto de discussão é que a lei pode enfraquecer a punição para quem atenta contra a ordem democrática do país.

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