Com o fim da janela partidária na última sexta-feira (3), a Câmara dos Deputados passou por uma nova rearrumação de forças. As mudanças não alteraram o domínio das maiores siglas, mas redesenharam o equilíbrio interno — com crescimento do PL, recuos pontuais do PT e perdas expressivas em partidos do Centrão.
O PL, que pretende lançar Flávio Bolsonaro à Presidência, foi o principal beneficiado. A sigla saltou de 88 para 97 deputados, consolidando-se como a maior bancada da Casa, embora ainda abaixo dos 99 parlamentares com que iniciou a legislatura.
Já o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oscilou para baixo: caiu de 68 para 67 deputados, em movimento considerado leve.
O maior crescimento proporcional foi do Podemos, que avançou de 16 para 27 cadeiras — alta de 68,8%. Solidariedade, PSD, PP e a federação PSol-Rede também cresceram, mas em ritmo mais moderado.
No campo das perdas, o PDT liderou o encolhimento, despencando de 16 para 9 deputados. O União Brasil teve a maior baixa absoluta: perdeu oito cadeiras, passando de 59 para 51. Entre as saídas, está a de Alfredo Gaspar, que migrou para o PL.
Uma das movimentações mais simbólicas foi a de Kim Kataguiri, que deixou o União Brasil para integrar o recém-criado Missão, partido ligado ao MBL, que agora passa a ter representação na Câmara.
As mudanças ainda são preliminares e devem ser consolidadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).