PF faz operação para apurar rombo de R$ 12 milhões deixado por Rogério Cruz

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Check-up 192 para cumprir nove mandados de busca e apreensão, sendo sete em Goiânia e dois em Aparecida. Ação, que também contou com a Controladoria-Geral da União (CGU), mira um suposto esquema de desvios de recursos, serviços simulados e irregularidades na manutenção da frota do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) — tudo ocorrido durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (SD).
Entre os investigados estão servidores municipais, empresários e pessoas físicas suspeitas de participar de um esquema que, segundo a CGU, funcionou entre 2022 e 2024. À época, uma auditoria do Ministério da Saúde encontrou suspeita de fraude que pode ter gerado prejuízo de quase R$ 12 milhões aos cofres públicos no Samu de Goiânia na gestão do então secretário Durval Pedroso.
Os investigadores apontam que, nesse período, várias ambulâncias ficaram paradas por longos meses, mas continuaram gerando despesas de manutenção como se estivessem rodando normalmente. Há indícios de superfaturamento, notas fiscais suspeitas e até reparos feitos em oficinas clandestinas — um conjunto de práticas que, se confirmado, drenou dinheiro público e colocou em risco a assistência de emergência na capital.
A suspeita mais grave é a de que parte da frota teria sido mantida “no papel”, simulando funcionamento para justificar gastos.
Outro lado
Em nota, a atual gestão da Prefeitura de Goiânia informou que está à disposição da PF e da CGU para colaborar com todas as etapas da investigação e fornecer os documentos necessários para o esclarecimento completo dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

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