Perillo prejudica crianças com câncer para atacar Caiado
Na petição endereçada ao TCE, Marconi pede que o Tribunal apure se a obra do hospital, que tem previsão de inauguração da primeira etapa, a ala pediátrica, para agosto do ano que vem, está dentro da normalidade

O ex-governador de Goiás e presidente do PSDB estadual, Marconi Perillo, quer que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspenda a construção do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás, lançada pelo governador Ronaldo Caiado (UB) em fevereiro deste ano. A medida judicial tomada pelo tucano, sem nenhum embasamento técnico, é vista como "desespero político" para apenas atrapalhar o andamento das obras e causar transtorno à atual gestão. No entanto, Perillo não teria avaliado que o "capricho político" não atinge somente o governador, mas, de forma muito mais grave, as crianças e demais pacientes com câncer que serão recebidas e atendidas na nova unidade de saúde, onde poderão ter suas vidas salvas.
O CORA, como foi batizado, será o primeiro hospital público estadual exclusivamente dedicado ao tratamento contra o câncer, uma vez que a instituição de referência atualmente, o Hospital Araújo Jorge, é mantido por uma entidade filantrópica. A unidade será estruturada com 148 leitos de internação, centro cirúrgico, farmácia, centro de exames por imagem e de infusão quimioterápica, além de casa de apoio para acompanhantes. O investimento será R$ 424 milhões.
Na petição endereçada ao TCE, Marconi pede que o Tribunal apure se a obra do hospital, que tem previsão de inauguração da primeira etapa, a ala pediátrica, para agosto do ano que vem, está dentro da normalidade. A construção hoje é tocada por Termo de Colaboração firmado entre o Governo de Goiás e a Fundação Pio XII, reconhecida internacionalmente pelo sucesso na administração do maior hospital do Brasil no tratamento oncológico. Sem embasamento técnico, o tucano sugere anulação do documento, implicando na suspensão da obra.
O Termo firmado entre o Governo de Goiás e a Fundação Pio XII está amparado na Lei 21.642/22, que autoriza o Estado a transferir recursos financeiros, por meio da Secretaria de Saúde, para a Fundação, destinados à implementação da unidade pública estadual de saúde, em Goiânia, com padrões semelhantes aos do Hospital de Amor de Barretos.
Segundo estudos da própria Fundação Pio XII, cerca de 8,5 mil goianos se deslocam anualmente para Barretos em busca de tratamento contra o câncer. De acordo com Henrique Duarte Prata, empreendedor filantropo que administra o Hospital, existem 14 mil casos novos de crianças com câncer no Brasil e só sete mil leitos para tratamento, fazendo da doença o principal motivo de óbitos na infância.
As ações do ex-governador Marconi Perillo contra atual administração, na área da saúde, é recorrente. Em julho do ano passado, ele também foi ao Ministério Público Federal (MPF) para impedir um repasse de R$ 14 milhões do Governo de Goiás para equipar o Hospital de Palmeiras de Goiás, sua terra natal. Na época, o prefeito da cidade, ex-aliado tucano, Vando Vitor, disse que a atitude de Marconi era “puro ciúme eleitoral”, e que prejudicava sobremaneira a população do município.
Sucessor do governo do PSDB, Caiado deu início à regionalização da Saúde no estado. Inaugurou sete policlínicas em diferentes regiões de Goiás, terminou obras que estavam paralisadas, como o Hospital de Uruaçu, e reiniciou outras, entre elas o Hospital de Águas Lindas, região do Entorno do Distrito Federal. O CORA é celebrado pelo governador Ronaldo Caiado como o maior projeto do seu governo, com potencial de mudar, para melhor, a vida de milhares de goianos, avalia.

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