Perillo assume que PSDB chegou ao fundo do poço: "Perdemos muita gente, continuamos perdendo"; veja vídeo
Em uma declaração contundente, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, admitiu que o partido enfrentou seu pior momento em 2022, perdendo relevância nacional e encolhendo nas urnas

Em uma declaração contundente, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, admitiu que o partido enfrentou seu pior momento em 2022, perdendo relevância nacional e encolhendo nas urnas. Durante uma entrevista ao Contexto Metrópoles nessa quinta-feira (14), Perillo afirmou:
"Nós chegamos ao fundo do poço em 22, perdemos muita gente, continuamos perdendo, mas agora eu percebo uma reação."
A crítica direta ao desempenho do partido ressalta a fragilidade demonstrada nas eleições daquele ano. João Doria, governador de São Paulo, protagonizou uma disputa interna que resultou em sua desistência da candidatura presidencial. A consequência desse racha foi a incapacidade do PSDB de competir de forma significativa com adversários como Lula (PT) e Bolsonaro (PL). No pleito, não elegeu governadores no primeiro turno, alcançando só uma vitória tardia com Eduardo Leite no Rio Grande do Sul.
Além disso, viu sua bancada na Câmara diminuir de 29 para 13 deputados e elegeu apenas quatro novos senadores.
Perdas contínuas e reações em curso
Recentemente, o partido ainda sofreu a desfiliação de figuras importantes como Eduardo Leite, Raquel Lyra e Izalci Lucas, que migraram para outras legendas, intensificando a crise. Apesar deste cenário desanimador, Perillo anuncia perspectivas mais otimistas para as próximas eleições gerais.
"É perfeitamente possível, ao fim da eleição de 2026, chegar com mais corpo do que na eleição de 2022", disse ele, mencionando a potencial adesão de Ciro Gomes como um forte revigorante para a sigla.
Perillo argumenta que as negociações com Ciro Gomes têm evoluído naturalmente, sem imposições.
"Se isso acontecer, vai acontecer de forma muito natural. E para te dar aqui uma pista, eu diria que é muito mais possível que ele se filie do que não", declarou, destacando a esperança de um novo fôlego para o PSDB.
A liderança de Perillo, no entanto, enfrenta um desafio intensificado. Tendo perdido o Senado duas vezes seguidas e carregando o peso de escândalos de corrupção em seu histórico, ele precisa lidar com um partido que luta para se manter relevante no cenário político nacional. A tarefa de reanimar o PSDB passa por lidar tanto com as críticas quanto promover uma renovação real e eficaz.
A situação delicada do PSDB destaca os desafios enfrentados por partidos tradicionais para se adaptarem a novas dinâmicas políticas e se reorganizarem em meio a um cenário cada vez mais competitivo e fragmentado.

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