Perillo assume presidência nacional do PSDB com Aécio e Leite na retaguarda
O tucano estabelece algumas exigências para, de fato, comandar a sigla a nível nacional, entre elas, ter um candidato a presidente em 2026 e a liberdade para atrair novas lideranças ao partido

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deve assumir a presidência nacional do PSDB durante convenção do partido, realizada na quinta-feira (30), como adiantou o G5News. No entanto, o tucano estabelece algumas exigências para, de fato, comandar a sigla a nível nacional, entre elas, ter um candidato a presidente em 2026 e a liberdade para atrair novas lideranças ao partido.
Marconi falou sobre o assunto em entrevista ao Estado de S. Paulo. De acordo com ele, se eleito, terá como primeira missão reunificar o partido, enfatizando a necessidade de "suturar as fissuras das prévias", fazendo menção à última vez que o partido lançou um pré-candidato a presidente, em 2021.
À época, o PSDB escolheu internamente João Doria, mas não apresentou um candidato no ano seguinte, em 2022, o que deixou sequelas e consequências negativas.
Perillo delineou metas como fortalecer as bancadas no Senado e na Câmara. A estratégia passa diretamente em consolidar a presença do partido em estados com pouca representação e engajar-se nas eleições municipais, tudo isso com recursos mais limitados em comparação com o passado. Nas redes sociais, Marconi escreveu administrar a sigla.
“É preciso resgatar essa identidade dos tucanos, ainda mais agora num momento em que o Brasil e Goiás tanto necessitam de ideias modernas. Priorizaremos o planejamento, a transparência e o debate democrático, tanto na oposição quanto nas administrações do PSDB”, escreveu em tom de campanha.
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A indicação de Perillo foi articulada pelo deputado federal Aécio Neves (MG), que recusou a presidência do partido para dar mais atenção às pautas de seu estado. O atual presidente do PSDB, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, havia sugerido Tasso Jereissati (CE). Após negociações, o partido formou uma chapa única com Perillo, Aécio e Leite, embora os cargos ainda não estejam definidos.

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