Perda de mandato e processo na Justiça
Gabriela Rodart é acusada pelo Ministério Público por crime de homofobia.

Após perder o mandato por “infidelidade partidária”, a ex-vereadora cassada Gabriela Rodart (PTB) tem agora outro problema pela frente: as denúncias de homofobia que tramitam na Justiça comum.
Apesar de mesmo como vereadora não possuir foro privilegiado, sem o cargo a situação piora. Rodart fica "sozinha" para se defender, já que a partir de agora não pode mais contar com toda a estrutura e defesa da Câmara de Goiânia.
Como parlamentar, Gabriela Rodart – caso precisasse – poderia ter acesso à assessoria jurídica, parlamentar e de imprensa da Casa para tentar minimizar os danos à sua imagem que o processo pode causar.
Além disso, cumprindo mandato, teria mais influência política para lidar com o caso, inclusive, usando o Plenário da Câmara para obter apoio.
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Agora, a ex-vereadora cassada perde capital político e, com isso, a pouca força que tinha. Juristas apontam que ela terá problemas maiores fora do cargo.
Gabriela Rodart foi parar na mira do Ministério Público Estadual (MPGO) depois que usou a tribuna para fazer discurso discriminatório sobre a propaganda de uma rede de fast-food com o tema Dia do Orgulho Gay, em junho de 2021.
Juntamente com Rodart, são investigados os vereadores de Goiânia Thialu Guiotti, Sargento Novandir (Avante) e Cabo Sena (Patriota).
Cassação
Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou, por unanimidade, recurso impetrado pela defesa da então vereadora Gabriela Rodart, que teve o mandato cassado em dezembro de 2022, em processo movido pelo Democracia Cristã (DC) sob acusação de “infidelidade partidária”, já que foi eleita pelo DC, em 2020 com 3.476 votos, porém, em 2021, deixou a legenda e se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o qual passou a ser presidente do diretório municipal.

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