Onyx recusa falar de política e diz que novo programa federal é “rampa de ascensão social”
O ministro ressaltou áreas carentes de mão de obra no Brasil e que o “Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário” vem para trazer qualificação, experiência e oportunidade.

Ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, acompanhado do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), se reuniu com cerca de 130 prefeitos goianos, no fim da tarde desta segunda-feira (07), no Teatro Goiânia, onde apresentou o Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário, que consiste em estratégias de geração de empregos para jovens, de 18 a 29 anos, e pessoas acima dos 50 anos.
Onyx Lorenzoni chegou a ser questionado sobre as eleições de outubro e, principalmente, sobre quem o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve apoiar na corrida eleitoral pelo Governo de Goiás. O ministro se negou a comentar o assunto e falou apenas sobre o novo programa federal, quando argumentou que hoje o Brasil tem áreas sem mão de obra qualificada suficiente para atender à oferta de empregos e o “Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário” vem para trazer qualificação, experiência e oportunidade.
“O objetivo é construir uma rampa de ascensão social. No mundo da informalidade, as pessoas carecem de experiência. Hoje temos áreas no Brasil, e Goiás não deve fugir à regra, onde não temos mão de obra suficiente, porque falta qualificação. Então nós juntamos renda, oportunidade de experiência e qualificação”, explicou Lorenzoni.
Caiado, após a palestra sobre o “Serviço Civil Voluntário”, definiu o programa como a oportunidade de “emancipar o cidadão e dar a ele não só a formalidade do emprego, mas a renda”. Ressaltou ainda que este é o momento da retomada, superar as dificuldades criadas pela pandemia.
“Esse projeto tem o objetivo de emancipar o cidadão. Dar a ele não só a formalidade do emprego, mas a renda. O desafio agora é a retomada, o emprego, superarmos dificuldades, gerar riqueza ao Estado e fazer o dinheiro circular. Superamos uma pandemia e um quadro fiscal. Agora é responder à população em condições de qualidade de vida”, disse o governador.
Caiado também foi questionado sobre a possibilidade da desobrigação do uso de máscaras e respondeu que a flexibilização pode acontecer após 15 dias do período de carnaval, período de avaliação para determinar o impacto das festas para o avanço da pandemia.
A data bate com o que tem apontado o secretário de saúde Ismael Alexandrino, que avalia a flexibilização do uso de máscaras para a próxima semana.
Outra pauta que o governador foi questionado é sobre a data-base dos servidores do Estado e da proposta de recomposição salarial de 10,16%.
Caiado respondeu que acredita que os servidores estão conscientes da situação fiscal do Estado, fazendo referência à adesão de Goiás ao programa federal de Regime de Recuperação Fiscal (RRF), afirmando que não poderia conceder reajuste maior do que a inflação do ano anterior, caso contrário, teria que perder a negociação do programa.
“É como você pedir a um cidadão atropelado, com várias fraturas, que ele seja doador de sangue. Goiás está em um processo de recuperação, graças a uma negociação que fizemos com o governo federal. Hoje estamos repondo toda essa perda do ano passado”, respondeu o governador sobre o pedido dos servidores de recomposição salarial de 25,53%.

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