Nunes Marques vota contra cassação do Avante; Thialu e Geverson Abel respiram
No entanto, o voto do relator é o único até o momento. Mas, se for acompanhado por mais três ministros, os mandatos dos dois vereadores estão salvos.

Relator dos processos que discutem suposta fraude na cota de gênero nas eleições municipais de 2020, o ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou contra a cassação da chapa do Avante em Goiânia, o que dá um “suspiro” aos vereadores Thialu Guiotti e Geverson Abel, esse último eleito pelo partido, mas atualmente no Republicanos.
Abel é vereador licenciado, já que está no comando da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Economia Criativa de Goiânia (Sedec). Sua cadeira na Câmara Municipal é ocupada por Jaiminho, que é suplente do Avante.
No entanto, o voto do relator é o único até o momento. Mas, se for acompanhado por mais três ministros, os mandatos de Thialu Guiotti e Geverson Abel estão salvos.
Faltam votar os ministros: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Isabel Gallotti, Raul Araújo, Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques.
Entenda o caso
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve concluir até a próxima sexta-feira (23) o julgamento que definirá a cassação ou não das chapas de vereadores do Avante e do PMB de Goiânia.
Até a publicação desta reportagem, o único a se posicionar foi o ministro Nunes Marques, relator da ação, que votou contra a cassação da chapa do Avante, mas a favor da cassação da chapa do PMB.
Se Nunes Marques for acompanhado por mais três ministros, os vereadores Edgar Duarte e Pastor Wilson, eleitos pelo PMB, perderão os mandatos.
Faltam votar ainda os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Isabel Gallotti, Raul Araújo, Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques.
As duas siglas estão sendo julgadas por suspeita de fraude nas cotas de gênero nas eleições de 2020.
Esta é a última chance que as siglas possuem para manter as cadeiras naCâmara Municipal de Goiânia.
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Entenda o caso
A ação movida pela PT de Goiânia, que acusa “fraude à cota de gênero” o PMB, chegou a ter parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio do vice-procurador-geral, Paulo Gustavo Gonet Branco, que reconhece como fictícias as candidaturas de três mulheres e vota pelo provimento do agravo e do recurso especial, ou seja, de reavaliar a decisão mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de improcedência dos pedidos com alegação de falta de provas suficientes para a configuração de fraude.
Segundo Gonet Branco, sobre a ação contra o PTC, ficou explícito que as provas indicaram a existência de fraude, como a “falta de intimação específica do partido para a substituição da candidatura”. Contrapondo, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), alegou que não teve fraude.
O caso foi encaminhado para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que será responsável pela avaliação e decisão do mandato, o que aconteceu nessa segunda-feira (03).

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