Novo acusa samba-enredo sobre Lula de funcionar como pré-campanha eleitoral
O Novo também afirma que dirigentes da escola apresentaram o enredo a Lula em setembro de 2025, durante um encontro divulgado publicamente.

O Partido Novo acionou, nesta terça-feira (10), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói por suposta propaganda eleitoral antecipada relacionada ao Carnaval de 2026.
Segundo a ação, o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” configuraria uma peça de pré-campanha em favor da reeleição do presidente. A legenda sustenta que a letra faz referências diretas à disputa eleitoral de 2022, utiliza trechos de jingles de campanha e menciona o número do PT, o que, na avaliação do partido, caracteriza um pedido implícito de voto.
O Novo também afirma que dirigentes da escola apresentaram o enredo a Lula em setembro de 2025, durante um encontro divulgado publicamente. Para os advogados da sigla, o episódio demonstra que o presidente tinha conhecimento prévio da homenagem. A ação cita ainda a presença da primeira-dama, Janja, em ensaios e atividades promovidas pela agremiação.
“O desfile de Carnaval de 2026, impulsionado pelo capital privado e subvencionado pelo erário, caminha a passos largos para se tornar um evento megalomaníaco voltado à promoção de propaganda eleitoral antecipada em benefício do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição ao cargo de Presidente da República”, afirmam os advogados Lucas Bessoni Coutinho de Magalhães e Paulo Augusto Fernandes Fortes no texto da ação.
O partido destaca que o desfile ocorrerá na Marquês de Sapucaí, espaço público do município do Rio de Janeiro, o que, segundo a legenda, agravaria a suposta irregularidade. A Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar no Grupo Especial, no dia 15 de fevereiro, com apresentação prevista para durar entre 70 e 80 minutos, em horário nobre.
A ação também aponta que o presidente de honra da escola, Anderson Pipico, é vereador pelo PT em Niterói. Além disso, a agremiação se apresenta nas redes sociais como uma “escola petista”, fator que, na avaliação do Novo, afastaria qualquer alegação de neutralidade política.
Com base nesses argumentos, o Partido Novo pede ao TSE que determine a suspensão da divulgação do conteúdo questionado e aplique as sanções previstas na legislação eleitoral, que incluem multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil em casos de propaganda eleitoral antecipada.

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