"Não agradou aos estudantes nem aos professores", diz Bia Lima sobre o novo ensino médio
De acordo com a deputada, mudanças realizadas desfavorecem os estudantes do ensino público, uma vez que matérias que promovem o desenvolvimento humano e o ensino crítico, como a filosofia, perderam espaço para o português e a matemática

A presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputada Bia Lima (PT), defende que o Ministério da Educação (MEC) precisa realizar alterações no novo ensino médio para impedir uma maior desigualdade entre o público e o privado.
Na avaliação da parlamentar, as mudanças realizadas desfavorecem os estudantes do ensino público, uma vez que matérias que promovem o desenvolvimento humano e o ensino crítico, como a filosofia, perderam espaço para o português e a matemática, que tiveram maior ênfase.
"É necessário capacitar os jovens para que não fiquem em desvantagem e também se preparar para as mudanças, pois o que foi implementado não agradou a ninguém", afirmou.
Isso ocorre pois as mudanças serão aplicadas apenas no setor público, ou seja, as escolas particulares continuarão a ensinar outras atividades, colocando esses alunos em vantagem na disputa por vagas nas universidades públicas através do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Assista a trecho da entrevista:

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