MP diz que inelegibilidade de Caiado e Mabel foi desproporcional e pede que Justiça Eleitoral derrube decisão
Procurador eleitoral Marcelo Wolff considera que pena foi desproporcional, que não houve abuso de poder e pede que pena seja reformada pela Justiça Eleitoral

O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu, nesta segunda-feira (10), parecer favorável à exclusão das penas de inelegibilidade e cassação do governador Ronaldo Caiado e do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, ambos do União Brasil. O parecer do MPE será analisado pela Justiça Eleitoral, que tomará a decisão final sobre o caso.
O procurador regional eleitoral Marcello Wolff considerou as penalidades desproporcionais em relação às denúncias apresentadas pelo Partido Liberal (PL). Segundo o parecer, não há provas suficientes para configurar abuso de poder político, e a sentença da juíza eleitoral Maria Umbelina Zorzetti deve ser reformada.
“As condutas praticadas pelos investigados não se revestiram de gravidade suficiente para comprometer a normalidade e/ou a legitimidade das eleições”, argumentou Wolff, que considerou desproporcional a cassação e inelegibilidade, mas manteve a recomendação de multa.
A ação do PL questiona dois eventos realizados no Palácio das Esmeraldas, mas, segundo o MPE, essas articulações políticas não configuraram irregularidade. “Não acreditamos que a prática das condutas vedadas tenha tido a repercussão de influir diretamente no resultado do pleito”, afirmou o procurador.

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