MP abre investigação sobre "investimento" de R$ 40 milhões do AparecidaPrev em banco que faliu
Promotora Suelena Jayme cita que aplicação de recursos no Banco Master gerou "grave prejuízo" ao patrimônio da previdência municipal

O Ministério Público de Goiás (MPGO) abriu investigação para apurar possíveis "irregularidades" na aplicação de recursos do fundo de previdência dos servidores de Aparecida de Goiânia, o AparecidaPrev. A promotora de Justiça Suelena Jayme cobra providências imediatas do prefeito Leandro Vilela após a aplicação de R$ 40 milhões em letras financeiras do Banco Master, que entrou em liquidação extrajudicial. A promotora justifica que a operação, realizada na gestão passada em junho de 2024, pode causar um "grave prejuízo ao patrimônio previdenciário municipal".
A investigação da 18ª Promotoria de Justiça de Aparecida do Goiás resultou na expedição de uma Recomendação Administrativa ao prefeito Leandro Vilela na última quinta-feira (27). Suelena Jayme exige uma série de ações imediatas para mitigar os danos e apurar responsabilidades.
Entre as principais providências solicitadas ao prefeito estão:
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Habilitação de Crédito: O município deve iniciar o processo para recuperar o dinheiro perdido na liquidação extrajudicial do Banco Master.
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Rescisão de Contrato: O contrato com a empresa Sete Capital Consultoria Ltda. deve ser cancelado imediatamente. A promotora aponta "indícios robustos de falhas" na assessoria técnica, que teria sido omissa na análise de risco do investimento.
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Revisão da Política de Investimentos: O AparecidaPrev deve implantar urgentemente mecanismos de auditoria, compliance (cumprimento de regras) e critérios de risco mais rigorosos para futuras aplicações.
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Avaliação Atuarial: O atuário responsável deve realizar uma avaliação extraordinária para calcular o risco real do rombo e elaborar um plano de recomposição do fundo, se necessário.
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Transparência: A prefeitura deve divulgar relatórios técnicos detalhados e em linguagem acessível sobre o "Caso Banco Master" no Portal da Transparência.
Prazo e Denúncia Anterior
A promotora estabeleceu um prazo de 10 dias para que o prefeito Leandro Vilela apresente uma resposta escrita e comprove a adoção de todas as providências solicitadas, sob pena de adoção de medidas judiciais. Fontes indicam que o prefeito já está mobilizando a equipe para atender às exigências.
É importante ressaltar que a atual gestão do AparecidaPrev, sob a presidência de Márcia Tinoco, já havia denunciado a aplicação suspeita de R$ 40 milhões ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) em abril deste ano, antes mesmo da crise no Banco Master.
O MP também informou que irá notificar alguns dos envolvidos na operação que resultou no possível rombo nos cofres do fundo previdenciário dos servidores.

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