Ministro da Agricultura prega união em evento com "gigantes" do setor produtivo
Carlos Fávaro (PSD) está em “missão” pelo Governo Lula em Tóquio, no Japão, e discursou aos empresários goianos por videoconferência na manhã desta sexta-feira (28)

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), que está em “missão” pelo Governo Lula em Tóquio, no Japão, participou por videoconferência do Encontro Nacional, realizado em Goiânia, na manhã desta sexta-feira (28), com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e empresários do agro, indústria, comércio e outros serviços, e destacou que as eleições acabaram em 30 de novembro, que é momento de “olhar para frente” e de união por um Brasil reconstruído e melhor.
“Tivemos um momento, como diz o slogan do nosso Governo, de união e reconstrução. E saindo lá das palavras do que significa essa união é o que acabei de dizer, é a união de todos que querem o bem do país que querem a prosperidade, a geração de empregos, de oportunidade. E se isso se reflete em algo concreto, uma reconstrução, é reconstrução histórica de oportunidade”, diz o ministro em trecho do discurso.
Fávaro destacou como “momento histórico” o encontro do Governo Lula com os empresários goianos, organizado pelo senado Kajuru (PSB), e comemorou a colheita da primeira e segunda safra do agronegócio brasileiro.
“Parabéns, esse é um gesto, não só pelo momento histórico, também pelo momento de férias dos goianos e mato-grossenses lá no Rio Araguaia, mas também um momento de colheita, primeira e segunda safra e ter essa plateia lotada de produtores e produtoras, empresários, representantes é a prova da sua credibilidade de um belo papel que faz com o diálogo aberto com o povo brasileiro”, afirmou Fávaro.
Em seu discurso, o ministro ainda destacou ter realizado o maior plano safra da história do Brasil, o desafio dos juros, alta taxa Selic e comparou o plano safra 2022-2023 com o construído por ele para 2023-2024.
“Como gostaria de lembra-los, o plano safra 2022-2023 foi construído sobre uma taxa de juros de 12,75% ao ano. O plano safra 2023-2024, construído numa taxa de juros da Selic de 13,75%, e não houve aumento de taxa de juros em nenhuma linha de crédito. Ao contrário, reduções significativas em algumas, como por exemplo, a linha de armazenagem, tão necessária e deixada de lado nos últimos anos, para comemorar nossas supersafras e ter lugar para guardar”.
Em seguida, o ministro pediu “reflexão” aos empresários presentes quanto aos danos causados no país pela alta taxa de juros, disse que o Brasil perde duas vezes e explicou cada uma das perdas.
“Eu peço a reflexão dos nossos amigos empresários, dos nossos produtores, nós estamos perdendo duas vezes com essa taxa de juros exorbitante. A primeira é dificuldade de ampliar a oferta do crédito, de ampliar o plano safra. Segundo porque estamos atraindo pro Brasil, com taxas Selic de 13,75%, capital internacional especulativo, investidores na busca de rendimento de juros trazendo dólares para o Brasil e fazendo com que o câmbio caia drasticamente”.

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