Ministra Cida Gonçalves debate Casa de proteção à mulher em Goiânia e fala de mais três em Goiás
O prédio já está em construção, obra de 3700 metros de área construída, com a finalidade de inauguração em 2024. Mas, o debate é a implantação dos serviços na Capital

Ministra da Mulher do Governo Lula, Cida Gonçalves se reuniu com o prefeito Rogério Cruz (Republicanos), na tarde desta quarta-feira (19), para debater a instalação da Casa da Mulher Brasileira, instituição para acolher e proteger mulheres vítimas de violência doméstica e combater o feminicídio na Capital. Chama atenção o fato de a ministra ressaltar que, além da Casa já em construção na Capital, Goiás possa ter outras três em diferentes cidades do interior.+
O prédio já está em construção, obra de 3700 metros de área construída, com a finalidade de inauguração em 2024. Mas, o debate neste momento é a implantação dos serviços.
“A Casa foi pensada e estruturada a partir de uma avaliação que nós fizemos no governo Lula sobre a questão do funcionamento da rede de atendimento. Quais eram os desafios e gargalos que permitiam que as mulheres continuassem morrendo mesmo investindo tanto dinheiro, em ter serviços, recursos, qualificação e capacitação dos profissionais. E a avaliação que nós chegamos é de que de fato a grande questão é que é muito difícil fazer o que chamamos de “via crucies”, ir na delegacia, fazer o boletim de ocorrência, depois tem que ir no IML, depois Ministério Público, Defensoria, Saúde e com isso ela já perdeu 10 dias de trabalho e desistiu. Nós só vamos ter notícias dela, prefeito, na primeira página do jornal”.
Cida Gonçalves continuou a explicar que para impedir essa “via crucies” é necessário que todos os serviços estejam no mesmo espaço, delegacia, defensoria, promotoria, serviço psicossocial, Vara de Justiça. “
“Esse foi o grande debate da Casa da Mulher Brasileira. A mulher não tem para onde ir, mesmo que a lei diz que precisa de 48 horas para sair a medida protetiva, nesse período onde você coloca essa vítima? Para isso a Casa da Mulher Brasileira tem o abrigo de 48 horas, que é o tempo para que a Justiça emita a medida ou o serviço psicossocial encontre um lugar para essa mulher. A Casa já constituída assim”.
Por fim, a ministra explica que a visita à Capital e ao prefeito Rogério Cruz é para debater a gestão compartilhada da Casa para que seja possível colocar todos esses serviços funcionando dentro do mesmo espaço sem que seja necessário fechar em outro lugar. Para isso, Cida fala do compromisso do Município, Estado e Governo Federal.
Cida coloca o funcionamento da Casa da Mulher como prova do compromisso do poder público com as mulheres vítimas de violência e feminicídio.
“A Casa da Mulher Brasileira é para isso, no primeiro tapa, no primeiro grito, a mulher saiba que tem a Casa para acolher. O poder público precisa provar que tem compromisso com essas mulheres, precisa provar que ele não quer que ela morra. Esse é o desafio que estamos trazendo para Goiânia”, concluiu a ministra.

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