Ministra aponta alimentos mais caros como consequência do conflito entre Rússia e Ucrânia; veja vídeo
Tereza Cristina apontou que os impactos vão depender de quanto tempo o conflito vai durar: “se a guerra acaba hoje é um impacto, se continuar é outro”

Ministra da Agricultura, Tereza Cristina apontou, em entrevista coletiva nessa quarta-feira (02), que os alimentos devem sofrer alta nos preços como consequência da Guerra na Ucrânia, que há oito dias sofre ataques militares da Rússia. No entanto, ressaltou que a escalada de preços vai depender de quanto tempo o conflito armado vai durar.
A análise da ministra decorre do fato de que a Rússia é um grande fornecedor de fertilizantes para o Brasil e, em consequência da guerra, pode faltar insumo para exportação e impactar diretamente na produção brasileira.
Tereza Cristina explicou que acompanha o cenário mundial e trabalha para amenizar os impactos na produção brasileira, já que a safra atual já foi plantada e os insumos utilizados. A preocupação fica para a próxima, em outubro, mas que já articula a exportação com outros países produtores de fertilizantes, como o Irã, Arábia Saudita e Canadá.
“Isso tudo depende, se a guerra acaba hoje é um impacto, se continuar por muito tempo é outro [impacto]. A gente tem que diminuir esses impactos, então, achar alternativas de ter o fornecimento, o abastecimento. O preço é o mercado, por exemplo, o trigo subiu lá nas alturas, porquê a Ucrânia é um grande produtor de trigo e isso influência no mercado global, o mundo é globalizado e existe essa influência. O preço [dos alimentos] a gente acredita que vai”, explicou Tereza Cristina.
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A ministra ressaltou que existem dois planos, A e B, para amenizar os impactos da guerra no país quanto à possibilidade de falta de fertilizantes.
O plano “A” é buscar novos parceiros fornecedores, no entanto, o Brasil terá que importar quantidades menores dos insumos, mas ainda assim de extrema importância para diminuir impactos negativos na produção.
Já o plano “B”, seria fazer uso de novas tecnologias para diminuir a necessidade de fertilizantes nas propriedades produtoras e, com isso, manter a produção.
"Existe uma série de tecnologias, menos fertilizantes, tudo isso vai ser colocado, temos que ter calma, equilíbrio, a agricultura brasileira é forte, vai continuar forte, mas temos que dar alternativas e condições para continuar trabalhando", disse a ministra.
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