Mesmo sem apoio do próprio PL, Wilder insiste que será candidato a governador
Wilder Morais usa narrativa que não tem "nada a perder", argumentando que, mesmo em caso de derrota, continuará senador por mais quatro anos

O senador Wilder Morais (PL) reafirma sua intenção de concorrer ao governo de Goiás em 2026. Apesar de enfrentar desafios significativos, podendo ficar isolado dentro do próprio partido e sem nenhum apoio. Hoje, apenas três prefeito do PL declaram apoio à candidatura de Wilder, porém, dois deles ainda tentam se aproximar do grupo do governador Caiado (UB), que tem Daniel Vilela (MDB) como candidato a sucessor no Palácio das Esmeraldas.
Wilder Morais usa narrativa que não tem "nada a perder", argumentando que, mesmo em caso de derrota, continuará senador por mais quatro anos. Ele se mostra determinado a ser candidato, mesmo que isso signifique ficar em segundo lugar, atrás do vice-governador Daniel Vilela (MDB), ou em terceiro, atrás de Vilela e do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
O maior desafio para a candidatura de Wilder Morais é a falta de apoio de prefeitos. Atualmente, apenas três prefeitos do PL garantem apoio ao senador: Geneilton Assis, de Jataí, Maycllyn Carreiro, de Morrinhos que, segundo informações, estaria tentando se aproximar do governador Ronaldo Caiado, e Simone Ribeiro, de Formosa, que mantém interlocução com Daniel Vilela.
Outros prefeitos filiados ao PL já tomaram outras decisões:
- Carlinhos do Mangão, prefeito de Novo Gama, já declarou apoio a Daniel Vilela e é cotado para ser vice em sua chapa.
- Jerônymo Siqueira, prefeito de São Miguel do Araguaia, está cada vez mais próximo de Daniel Vilela.
- Márcio Corrêa, prefeito de Anápolis, dificilmente apoiará Wilder Morais em 2026, sendo mais provável que acompanhe Daniel Vilela, de quem é aliado e amigo.
Resistência Interna no PL
Para piorar a situação, o vereador Major Vitor Hugo, um dos líderes do PL em Goiânia, não demonstra entusiasmo pela candidatura de Wilder Morais. O parlamentar defende que o PL lance um candidato ao Senado na chapa de Daniel Vilela, ao lado da primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil).
Risco de Isolamento Político
Wilder Morais corre o risco de se isolar politicamente e, consequentemente, enfraquecer sua candidatura à reeleição em 2030. Sua postura radical, adotada para agradar o eleitorado bolsonarista, pode levá-lo ao ostracismo no médio prazo.

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