Médico acusa funcionários furto de joias, abre fogo contra PMs e termina baleado na cabeça; assista
Confusão começou com acusação de roubo de joias, virou ameaça brutal e terminou em troca de tiros com oito disparos; ortopedista sobreviveu e deve responder por tentativa de homicídio

O ortopedista Marcos Vinícius Faria Nunes, acusado de atirar contra policiais militares durante uma confusão envolvendo um pedreiro e uma diarista, que buscavam recuperar pertences deixados na casa dele, em Aragarças, segue internado após ser alvo de um tiro de raspão na cabeça e é escoltado por policiais penais até receber alta médica.
O médico teria surtado e acusado um pedreiro e uma diarista de furtar joias de sua casa. Ao voltar no endereço com policiais militares, as vítimas foram impedidas de buscar pertences pessoais, quando Marcos começou a atirar contra os agentes e acabou baleado no confronto, mas não corre risco de morte.
De acordo com a ocorrência, horas antes do tiroteio, o pedreiro e a diarista procuraram a polícia e registraram um boletim de ocorrência após serem acusados pelo médico de furtar joias. Segundo o delegado Fábio Marques, os dois pediram apoio policial para voltar ao imóvel e retirar objetos pessoais e ferramentas que ainda estavam no local.
A situação saiu do controle quando a equipe policial chegou à residência. De acordo com a Polícia Militar, o médico se recusou a abrir o portão e, ao perceber a tentativa de entrada, reagiu de forma violenta.
“Foi feito um contato prévio com esse morador. Ele travou o portão da residência. No momento em que houve a tentativa de acesso, ele já começou a efetuar vários disparos contra os trabalhadores e contra a equipe policial”, explicou o major Leandro de Souza.
Testemunhas registraram o momento da tensão. Em um dos vídeos, é possível ouvir pelo menos oito disparos. Três viaturas estavam posicionadas na rua, com policiais apontando armas em direção à casa. A ocorrência mobilizou forças de Goiás e Mato Grosso, incluindo equipes da Força Tática.
O médico só parou de atirar depois de ser atingido de raspão na cabeça durante a intervenção policial. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Municipal de Barra do Garças (MT), onde segue internado, sem risco de morte.
Dentro da casa, os policiais apreenderam diversas armas, incluindo um revólver e até um arco e flecha, que, segundo a corporação, teriam sido usados no confronto.
Antes do tiroteio, o ortopedista já havia feito ameaças graves contra o pedreiro e a diarista. Em mensagens enviadas e entregues à polícia, ele exige a devolução dos anéis e faz ameaças de mutilação.
“Quero um dedo seu também. (...) Vou pegar partes do corpo de vocês e jogar para os cachorros”, escreveu o médico em uma das conversas.
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Em áudios, o tom segue violento: ele ameaça arrancar mãos e pés das vítimas caso os objetos não fossem devolvidos.
Além disso, vídeos publicados nas redes sociais mostram o médico exibindo armas e fazendo manobras, inclusive com uma arma de brinquedo.
Segundo a Polícia Civil, o caso é tratado como tentativa de homicídio qualificado — crime considerado hediondo — já que os disparos foram direcionados contra policiais. O médico também será investigado pelas ameaças anteriores.
Atualmente, ele está sob custódia policial no hospital. Assim que receber alta, será interrogado e encaminhado ao sistema prisional, onde passará por audiência de custódia.
A defesa do médico ainda não se manifestou.
Imagens TV Anhanguera
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