MDB entra com ação para cassar Alcides e deixar Vilmar e Sulnara inelegíveis
Parte do pedido está baseado no áudio em que a primeira-dama de Aparecida aparece coagindo servidores.

A coligação liderada pelo candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), entrou com pedido cassação do registro de candidatura do seu adversário, Professor Alcides (PL), na Justiça Eleitoral com base nas de uso indevido da máquina pública durante o período eleitoral.
O caso, que envolve também o pedido de cassação e inegibilidade do atual prefeito Vilmar Mariano (UB) e sua esposa, a primeira-dama Sulnara Santana.
De acordo com a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) protocolada, Alcides, Vilmar e Sulnara teriam utilizado a administração municipal para favorecer suas candidaturas, comprometendo a normalidade e a legitimidade do processo eleitoral.
O documento aponta que centenas de servidores públicos foram exonerados por não se alinharem ao projeto eleitoral do prefeito e dos candidatos apoiados, incluindo Alcides.
Parte do pedido está baseado no áudio em que Sulnara aparece coagindo servidores e que foi divulgado com exclusividade pelo G5News.
Os relatos contidos na petição inicial indicam que os servidores foram ameaçados com demissões caso não apoiassem as candidaturas do Professor Alcides e de Olair Gomes, candidato a vereador.
Sulnara, é citada como uma figura central nas pressões exercidas sobre os funcionários, que se viram obrigados a declarar apoio político sob pena de perderem seus cargos.
"Quem não andar conosco, a gente vai pedir para entregar o cargo", teria afirmado Sulnara em uma reunião, evidenciando a pressão exercida sobre os servidores.
A prática de coação e a exigência de apoio político em troca da manutenção dos cargos são descritas como uma violação dos direitos fundamentais dos servidores, que se viram forçados a escolher entre sua subsistência e sua liberdade de voto.
O documento também destaca um aumento alarmante nas exonerações de servidores durante o período eleitoral.
Em comparação com anos anteriores, o número de demissões disparou, especialmente nos meses de junho e julho de 2024.
Outro ponto crucial levantado na ação é a alegação de um acordo espúrio entre os Alcides e Vilmar.
O documento sugere que o uso da máquina pública para eleger o Professor Alcides e Max Menezes seria retribuído com apoio político em futuras eleições, especificamente em 2026.
Essa troca de favores, conhecida como "quid pro quo", é vista como uma grave violação dos princípios da moralidade administrativa.
Diante das evidências apresentadas, o pedido de cassação do Professor Alcides e dos demais envolvidos busca não apenas a anulação de suas candidaturas, mas também a decretação de inelegibilidade por um período de oito anos.
A Justiça Eleitoral agora terá a responsabilidade de avaliar as provas e os testemunhos que corroboram as alegações de abuso de poder e coação.

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