Márcio Corrêa afirma que 80% dos beneficiários do GraduAção são suspeitos de irregularidades; veja vídeo
O prefeito fez a declaração após comparecer nesta segunda-feira (18) ao Fórum de Anápolis, em um evento do Ministério Público que visou o recadastramento dos estudantes para renovar suas bolsas

Em meio à investigação de um dos programas de bolsa universitária de Anápolis, o prefeito Márcio Corrêa (PL), anunciou ter identificado padrões entre estudantes que fraudaram o Programa GraduAção. De acordo com o prefeito, mais de 80% dos beneficiários do programa são suspeitos de irregularidades.
O prefeito fez a declaração após comparecer nesta segunda-feira (18) ao Fórum de Anápolis, em um evento do Ministério Público de Goiás (MPGO) que visou o recadastramento dos estudantes interessados em renovar suas bolsas. Apenas 16, de mais de 100 estudantes, compareceram na tentativa de provar sua inocência.
“Quase 100% dos alunos que moravam com terceiros, com avós, tios, são filhos de servidores públicos municipais, estaduais ou federais… filhos de empresários, comerciantes”, afirmou Márcio Corrêa, destacando um padrão nos casos investigados.
Corrêa enfatizou a responsabilidade do governo federal na educação superior, e sublinhou que o papel do município é focar no ensino infantil.
“A gente não pode fazer desse instrumento um trampolim para quem já está no topo”, argumentou ele sobre o programa GraduAção.
Durante a reunião, que contou com representantes do MPGO, do Poder Judiciário e estudantes do programa, o promotor Alberto Cachuba delineou as potenciais consequências para os alunos que forneceram informações falsas em seus cadastros para obter o benefício.
O promotor destacou que a investigação será conduzida sob sigilo para proteger a identidade dos envolvidos.
“Entendemos que, no mínimo, essas pessoas deverão restituir os valores recebidos indevidamente. Adicionalmente, há a possibilidade de imposição de uma multa civil, somando-se à devolução”, pontuou Cachuba.
Caso não haja adesão voluntária ao acordo proposto, outras sanções poderão ser aplicadas, incluindo processos por improbidade administrativa. Entre as possíveis penalidades estão a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, aplicação de multa civil e vedação de contratar com o poder público.
As investigações continuam sob o olhar atento do MPGO, do Judiciário e de uma comissão especial da Prefeitura de Anápolis.

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