Manobra adia votação na Câmara de Goiânia e análise de projeto pode ficar para novembro
O primeiro vice-presidente, Thialu Guiotti, alegou falta de quórum e não abriu a sessão ordinária desta quarta-feira (10)

Thialu Guiotti, o primeiro vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, não abriu a sessão ordinária desta quarta-feira (10) por falta de quórum. A ação foi vista como uma manobra para impedir a primeira votação do projeto de venda de áreas públicas municipais, que poderia ser adiado para novembro, após as eleições municipais.
Vereadores informaram que o esvaziamento da sessão ocorreu devido a uma reunião agendada com o prefeito Rogério Cruz (SD) para discutir a viabilidade da venda das áreas. Ele acredita que, após a aprovação do empréstimo de R$ 710 milhões, a venda de áreas públicas seria desnecessária.
Guiotti negou qualquer manobra política e afirmou estar no plenário desde as 9h. Ele questionou a ausência dos outros vereadores e disse que eles deveriam se explicar.
Alguns vereadores da base do prefeito tentaram manter a sessão, acusando Guiotti de manobra.
O projeto de venda das áreas públicas só poderia ser votado após a aprovação da inclusão do texto na pauta do dia, o que não estava previsto.
Após a sessão, vereadores que não estavam presentes e não assinaram a lista de presença apareceram na Câmara. Há rumores de que vários parlamentares estavam reunidos no momento em que a sessão deixou de ser aberta.

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