Maioria dos deputados goianos é contra PEC que "derruba" jornada 6x1; veja
Com um perfil majoritariamente direitista, maioria da da bancada goiana têm expressado forte oposição à proposta

A proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP), que visa alterar a escala de trabalho 6x1, está gerando um intenso debate ideológico e econômico entre os parlamentares brasileiros. Com um perfil majoritariamente direitista, vários membros da bancada goiana têm expressado forte oposição à proposta, argumentando que ela poderia prejudicar a economia nacional.
Glaustin da Fokus (Podemos) criticou o projeto, afirmando que não é adequado para o Brasil, especialmente em um momento em que o país precisa focar na produção e no faturamento. Ele destacou que, embora a ideia de trabalhar menos possa parecer atraente, a realidade exige responsabilidade e compromisso com o trabalho.
Marussa Boldrin (MDB) também se posicionou contra a proposta, argumentando que forçaria um aumento nos custos para as empresas, o que poderia resultar em desemprego e aumento dos preços para os consumidores. Ela ressaltou a importância de discutir a redução da carga de trabalho em conjunto com uma possível redução de tributos, algo que, segundo ela, a esquerda evita debater.
A pressão popular para que os parlamentares apoiem a PEC tem sido significativa, conforme relatado por Zacharias Calil (UB), que mencionou a intensa cobrança que tem recebido nas redes sociais. Ele defendeu que questões como a redução da jornada de trabalho devem ser tratadas em convenções e acordos coletivos, não através de uma PEC.
Outros parlamentares, como Ismael Alexandrino (PSD), Gustavo Gayer (PL) e Daniel Agrobom (PL), também manifestaram sua oposição, questionando a viabilidade prática da proposta. Agrobom destacou que, embora a ideia possa soar bem, sua execução seria inviável.
Entre os indecisos, José Nelto (UB), Célio Silveira (MDB) e Lêda Borges (PSDB) afirmam que ainda estão avaliando a proposta.
Nelto enfatizou a necessidade de um debate mais aprofundado antes de tomar uma decisão que poderia impactar a economia brasileira. Célio Silveira expressou preocupação sobre quem arcaria com os custos da mudança, sugerindo que os empresários poderiam ser forçados a contratar mais funcionários ou reduzir salários.
Por outro lado, Otoni defende que a mudança proposta segue uma tendência mundial de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores para aumentar a produtividade. Ele argumenta que a proposta deve ser vista como um investimento, citando exemplos de empresas que já adotam modelos de trabalho mais flexíveis.
Adriana, outra defensora da PEC, acredita que a mudança é viável e que o diálogo com os setores produtivo e trabalhista é essencial para encontrar um equilíbrio que beneficie a todos. Ela sugere que onde a redução da jornada foi testada, os resultados foram positivos, com aumento na produtividade.
A autora da PEC, Erika Hilton expressou confiança em conseguir as assinaturas necessárias para iniciar o debate. Ela reconheceu que haverá resistência, mas está otimista de que o diálogo permitirá aperfeiçoar o texto para atender aos interesses da sociedade.

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