Magda vota para que CPI do MST receba documentos de comissões anteriores
Os documentos que serão disponibilizados estão relacionados à CPI do Incra e Funai, realizada entre 2016 e 2017, CPMI da Terra conduzida em 2005 e CPMI do MST de 2009

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga invasões de propriedades rurais e outras possíveis irregularidades atribuídas ao Movimento Sem Terra (MST), na Câmara dos Deputados, aprovou requerimento, nesta quarta-feira (14), que autoriza a disponibilização de documentos relacionados à outras comissões que abordaram as atividades do MST. A representante goiana na sessão, Magda Mofatto (Patriota), votou à favor.
“É importante que traga para cá para que a gente tenha conhecimento para o bem ou para o mal, para confirmar se cada vez mais é feita a invasão premeditada ou com outras intenções também, ou se realmente tem pessoas necessitadas que precisam dos seus espaços”, pontuou Magda ao votar “sim”. A votação terminou em 15 a 6.
Os documentos que serão disponibilizados estão relacionados à CPI do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Fundação Nacional do Índio (Funai), realizada entre 2016 e 2017, CPMI da Terra conduzida em 2005 e CPMI do MST de 2009. O requerimento é de autoria da deputada Caroline de Toni (PL-SC).
“Elas já trouxeram várias provas que a gente entende que podem subsidiar ou trazer instrumentos para nossa investigação”, disse. Parte dos deputados contrários à proposta argumentam que muitos desses documentos seriam sigilosos e não poderiam vir à tona. A deputada alega que esses dados serão visitados apenas por membros da comissão, bem como do relator, e não terão publicidade.
Ao justificar seu voto, Magda afirma que houve “calmaria” nos últimos anos, mas que agora as invasões retornaram “mais violentas do que antes”. Nas redes sociais a parlamentar defendeu seu posicionamento. “Demonstrei meu compromisso em aprofundar a investigação sobre o MST e suas ações. Se há crime, é obrigação desta casa investigar. Essa postura reflete minhas responsabilidades enquanto representante do povo, no sentido de esclarecer os fatos e buscar a transparência”, escreveu.

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